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quarta-feira, 5 de abril de 2023

Será que estes 2 filmes da Disney Animation precisavam ser cancelados?

 

Como sabem, filmes cancelados costumam ser cancelados por problemas de roteiro ou porque as circunstâncias não eram favoráveis.

Será mesmo?


Irei falar de 2 filmes cancelados da Disney Animation: "Wild Life" e "My Peoples".

Estes 2 filmes têm 2 coisas em comum:

  1. Personagens de ambos os filmes aparecem na sala das invenções rejeitadas do Cornelius Robinson, no flashback da Doris, em "Os Robinsons" (2007)*;
  2. Ambos os filmes foram tópicos importantes num livro publicado em 2008 chamado "Disney Lost and Found: Exploring the Hidden Artwork from Never-Produced Animation", escrito por Charles Solomon e que mostra as ideias rejeitadas dos filmes (longas-metragens e curtas-metragens) da Disney Animation;
* Convém lembrar que os easter eggs de "Newt" em "Toy Story 3" (2010) e "Brave-Indomável" (2012) e de "Gigantic" em "Zootrópolis" (2016) foram postos antes dos filmes terem sido cancelados.


Portanto cá vai:

Wild Life


Dirigido por Howard Baker e Roger Gould, "Wild Life" ("Vida Selvagem" traduzido literalmente) começou a produção em 1999, sob uma equipe de animadores que incluía Hans Bacher, Floyd Norman Jim Hill, Mac George, Doug Walker, Craig Kellman, Buck Lewis e Darryl Kidder, que também atuou como chefe da história.

Era para ser uma sátira da cultura pop americana dos anos 70 e homenagearia figuras populares da época, como Andy Warhol, Anna Wintour e Diana Vreeland.


A história era a seguinte:

Red Pittsain, o dono de um clube noturno de prestígio, está bastante angustiado porque Kitty-Glitter, a sua outrora amada diva pop, perdeu popularidade.

Sem uma estrela, todos irão para o clube de Magda, editora da "Magazizi", a revista de moda mais popular da cidade e maior rival de Red.

Precisando de algo grande para recuperar a reputação que o seu clube já teve, Red e Kitty encontram em Ella: uma elefanta do zoológico local que é capaz de falar.

Ao principio, Ella fica com medo de ser a nova estrela do clube de Red, mas após um acidente no palco onde é eletrocutada por fios, ela instantaneamente se transforma numa diva cantora e se torna rica e famosa, para a alegria de Red e Kitty. 

No entanto, Ella logo se cansa do seu novo estilo de vida e deseja voltar ao zoológico, o que acaba causando complicações para Red, Kitty e Ella.


Nas palavras de Jim Hill, os diretores esperavam criar algo que realmente "derrotasse a concorrência".

Por outras palavras, era para adultos.


Então porque é que foi cancelado?

Como queriam dar um toque maduro e escrever um pouco de humor voltado para adultos no roteiro, os animadores muitas vezes temiam que a Disney não quisesse lançar o filme.

Esse medo constante foi percebido quando, após ver o rolo de apresentação no outono de 2000, Roy Disney, então vice-presidente da companhia, afirmou estar horrorizado com o humor maduro (particularmente uma piada em que dois personagens gays estão prestes a entrar no esgoto e um comentou "tu já caíste num bueiro* antes?") e ordenou que o filme fosse encerrado.

*Em inglês "bueiro" é "manhole" que traduzido literalmente significa "buraco de homem".


Cliquem aqui para ver as artes conceituais do filme.

Aqui em baixo está um teste de animação feito pelo animador Umesh Shukla, que foi o supervisor de efeitos visuais do filme:



My Peoples


5 meses depois de terminar o seu trabalho em "Mulan" (1998), Barry Cook, um dos diretores do filme, começou a desenvolver um argumento para outro filme de animação baseado num conto que ele havia escrito chamado "The Ghost and The Gift" ("O Fantasma e o Presente", traduzido literalmente) que envolvia 3 crianças e um fantasma ajudando um casal dos Apalaches a se reunir.

No entanto, a ideia foi rejeitada por Michael Eisner, o CEO da Disney na altura, e Thomas Schumacher, o chefe da Walt Disney Feature Animation na altura.

Isso porque Eisner achava que a história precisava de mais conflito, enquanto Schumacher achava que o elenco era "muito humano" e que o filme ficaria melhor em imagem real.


Relembrando a pesquisa que fizera em Appalachia, Cook lembrou-se de quantos residentes de lá se interessavam pela criação de bonecos induzidos para utensílios domésticos.


Então ele criou a seguinte história:

Situado em Appalachia, Texas, na década de 1940, este filme contaria a história de duas famílias rivais: os Harpers e os McGees, cujos dois filhos, Elgin e Rose, se apaixonam.

Elgin se interessava pela arte popular, criando bonecos de vários objetos domésticos, sendo a mais prominente, Angel: uma boneca com tema do Céu feita de uma colher de farinha que Elgin criou como presente de casamento para Rose.

Desejando que Elgin se esquecesse da sua filha, o Velho McGee preparou um lote de "Bebida de Lua Azul", uma poção criada pela sua falecida mãe, com a intenção de usá-lo para apagar a memória de Elgin.

No entanto, a sua poção acidentalmente deu vida aos bonecos, que vendo a situação á "Romeu e Julieta" que o seu criador e a namorada estavam a passar, decidiram fazer de tudo para que o casal ficasse junto para sempre.

Em certo momento da história, Angel declarou que não queria continuar a ajudar Rose e Elgin a ficarem juntos e saiu da cidade. 

Algumas das bonecas foram atrás dela na tentativa de fazê-la voltar, enquanto outras continuavam a sua missão, incluindo manter Herbert Hollingshead, o homem com quem o pai de Rose tentou arranjar para ela, longe.


Pensando que essas criações incomuns dariam uma característica única, Barry Cook criou uma maquete da Angel (cliquem aqui para verem como é) que esperava usar como ajuda visual na próxima reunião de história. 

No entanto, visto que ele estava na filial de animação na Flórida do estúdio, Barry Cook não pôde ir a Los Angeles para participar da referida reunião.

Então, Cook colocou a maquete numa mala de violino e a entregou em Los Angeles, momento em que telefonou para um assistente, instruindo-o a colocá-la na mesa da sala de conferências na próxima reunião da história. 

Quando chegou a reunião, Barry Cook relatou o seu conceito renovado a Thomas Schumacher por telefone e disse-lhe para abrir a mala. 

Intrigado, Schumacher deu luz verde a "My Peoples" ("O Meu Povo") com um orçamento de US$ 45 milhões. 


O motivo pelo qual foi chamado assim foi porque "My Peoples" era o nome coletivo de um grupo de bonecos criados por um artista popular falecido. 

Cook também achou que esse título sugeriria "uma referência acolhedora à família", que era um dos principais temas do filme.


A animação de "My Peoples" deveria ter sido uma mistura de técnicas de animação com os bonecos de Elgin sendo criados por computador, enquanto o resto (os humanos, os animais e os cenários), seriam animados a lápis.

A razão pela qual Cook queria que o filme fosse assim era porque ele não gostava da aparência dos filmes "completamente animados por computador" atuais. Eles pareciam "simples demais" nas suas palavras.


Então porque é que foi cancelado?

A produção estava a ir bem até Janeiro de 2003, quando Thomas Schumacher renunciou ao cargo de chefe de animação e foi substituído pelo ex-chefe de animação de televisão: David Stainton. 

Imediatamente, Stainton começou a sugerir várias mudanças de nome para o filme e não se impressionou com o storyreel, apresentado a ele em Fevereiro seguinte para que, eventualmente, ele ordenasse que o projeto fosse reformulado.


Depois de fazer uma viagem de pesquisa às montanhas Apalacianas, durante a qual ouviu muitas histórias de fantasmas de pessoas que havia visitado, Cook reescreveu levemente o filme para que os bonecos fossem possuídos pelos parentes falecidos de Elgin.

Devido a isso, o título foi alterado de "My Peoples" para "A Few Good Ghosts" ("Alguns Bons Fantasmas" traduzido literalmente). 

Barry Cook ficou um tanto insatisfeito com a mudança, pelo fato de ter um apego pessoal à sua ideia original e desejar poder mantê-la. No entanto, ele entendeu que, como diretor, teria que fazer sacrifícios.


Por outro lado, David Stainton e Michael Eisner ficaram impressionados com o novo enredo do filme. 

Depois de ver o storyreel de "A Few Good Ghosts" em Novembro daquele ano, Eisner disse à equipe de produção do filme "vocês finalmente têm um filme aqui!" Stainton chegou a comparar a qualidade do filme com os filmes da Pixar.


Infelizmente, no final daquele mês, David Stainton voou para a filial de animação da Flórida para anunciar que o filme seria cancelado em favor de "Chicken Little" (2005) de Mark Dindal. 

Isso porque ele sentiu que este último filme, com a sua história e personagens familiares, seria capaz de atingir um público mais geral.


Cliquem aqui, aquiaqui para ver as artes conceituais e storyboards do filme.

Aqui em baixo está uma compilação de clips do que estava a ser feito para o filme:

Aviso: um dos clips contêm SPOILERS de "O Sexto Sentido" (1999).



Portanto repetindo o titulo do post: Estes 2 filmes precisavam de ser cancelados?

Não precisavam.


No caso de "Wild Life", a decisão de Roy Disney é basicamente dizer que Animação devia ser só para crianças ou para todas as idades, quando sabemos que não deve.

Se ele tivesse lembrado disso, bastava lançar o filme através da Touchstone Pictures.

Para quem não sabe, a Touchstone foi criada pela Disney para distribuir filmes para adultos.


No caso de "My Peoples", mesmo que não entendesse o filme, Stainton devia ter deixado Barry Cook continuar a fazer o filme que quer fazer.

Afinal o filme é de Cook, não dele.


E vocês gostavam de ter visto estes filmes?

Escrevam nos comentários, se quiserem.


Um Bom Abraço e Até á Próxima!

segunda-feira, 27 de junho de 2022

O que achei das animações originais da Disney e da Pixar?

 

Ok, eu sei que disse há 2 anos, porque não estava muito fascinado pelas novas animações da Disney ou da Pixar, mas nestes 2 anos em que estivemos confinados, andei a ver porque ficou no meu ritmo.

Este fim-de-semana, fui ver "Buzz Lightyear" (2022). O João Moreira convidou-me e eu aceitei.

Antes de continuar, sim eu gostei do filme. Continuando...

Depois de ver o filme, fiquei com necessidade de falar sobre cada longa-metragem da Disney Animation e da Pixar que não são sequelas, prequelas, midquels e spin-offs, como o já citado "Buzz Lightyear".

Portanto eis aqui o meu comentário sobre eles.


Alerta de Spoilers: Gostei de todos. E não vai haver spoilers dos filmes em si.

Cá vamos nós:


"Bora Lá" (2020)

Da: Pixar Animation Studios


Após uma década em que, ao mesmo tempo que tivemos longa-metragens originais como "Divertidamente (Inside Out)" (2015) e "Coco" (2017), também tivemos o regresso de personagens de filmes como "Toy Story" (1995-1999) e "The Incredibles - Os Super-heróis" (2004), a Casa de Luxo Jr. voltou a fazer apenas filmes originais, começando com "Bora Lá".

Já estava á espera que a maneira de como o Ian e o Barley ressuscitaram o pai por completo não ia ser da maneira de como eles tinham imaginado. 

A relação deles foi uma das coisas que gostei muito, como o Barley é um autentico irmão-galinha para o Ian, por causa da ausência do pai deles.

Além disso, uma das coisas que achei mais engraçadas no filme foi o Barley a falar como se estivesse numa jornada de fantasia épica estilo os livros da Terra-Média, quando na verdade, a jornada deles é menos épica que nessas histórias.

Ao menos, trouxeram de volta a magia ao mundo deles.


Soul - Uma Aventura com Alma (2020)

Da: Pixar Animation Studios


Era para estrear no verão e nos cinemas, mas por causa da maldita pandemia de Covid-19, o filme foi adiado para a altura do Natal e para o Disney+, mas adiante...

Não mexeu as minhas emoções, porque já estava a espera que este ia ser um filme muito profundo. 

Do que é que vocês estavam a espera? É de Pete Docter, o realizador de "Up - Altamente" (2009) e do já citado "Divertidamente (Inside Out)" (2015)!

(Também dirigiu "Monstros e Companhia", 2001).

Quando vi o marketing do filme, pensei que o gato era o animal de estimação do Joe, mas assim como os que viram também, descobri qual era o verdadeiro papel dele no filme.


Raya e O Ultimo Dragão (2021)

Da: Walt Disney Animation Studios


Previsto para estrear no Natal e nos cinemas, e também por causa da maldita pandemia de Covid-19, o filme teve que ser adiado para a Pascoa e para o Disney+ (embora também passou nos cinemas) mas adiante...

A Raya lembrou-me as protagonistas-titulo de "Mulan" (1998) e "Vaiana" (2016) por causa da jornada dela para salvar o seu mundo.

A Sisu lembrou-me o Génio ("Aladdin", 1992) e o Mushu (do já citado "Mulan") por causa do poder dela de mudar de forma, ser uma boa conselheira (como o Génio) e ser um dragão (como o Mushu, mas enorme).

Além disso, o mundo em que o filme se passa, notei umas vibes de "Avatar - A Lenda de Aang" (2005-2008).

Algumas partes do filme lembraram-me "Indiana Jones" (1981-presente).


Luca (2021)

Da: Pixar Animation Studios


Quando estava a ver este filme, não pude parar de comparar com "A Pequena Sereia" (1989).

Obviamente, tem diferenças em relação ao outro filme.

Confesso que estava á espera de ver personagens de "Á Procura de Nemo" (2003) e/ou da sua sequela "Á Procura de Dory" (2016) no 1º ato. Se calhar, ia ser muito obvio.

Quando vi o marketing do filme, comecei a imaginar como seriam os pais do Luca quando ficam secos, e mostra, a meio do filme.

E Silenzio, Bruno!


Encanto (2021)

Da: Walt Disney Animation Studios.


Quando vi o marketing do filme, pensei que a Mirabel, na sua jornada para salvar a sua família, ia ter que sair da aldeia, mas todo o filme passa-se na casa da família, ou melhor, na aldeia dela.

Outra coisa que achei inteligente neste filme, é como alguns dos familiares dela demonstram ser mais do que aparentam ser.

E fiquei a saber que este filme roubou a popularidade de "Frozen - O Reino do Gelo" (2013).

Ao menos foi bom quanto durou, não foi, "Frozen"?

As canções são viciantes. Pois, são do mesmo compositor do já citado "Vaiana"!

E posso falar do Bruno?

(Os Brunos estão a ficar famosos, recentemente, e talvez, no mau sentido.)


Turning Red - Estranhamente Vermelho (2022)

Da: Pixar Animation Studios


Este é capaz de ter virado o meu filme preferido da Pixar.

É muito fácil identificar-se com a Mei-Lee. Nós, em algum ponto, no inicio da nossa adolescência, temos alguma coisa em comum com ela.

Nota-se a influencia de animes como "Sailor Moon" (1992-1997) e "O Meu Amigo Totoro" (1988). Eles fazem aqueles "olhinhos á anime" e aquelas "poses á anime"!

Os 4*Town lembram-me os 'N Sync. Pudera, o filme passa-se em 2002.

Quando a mãe da Mei-Lee explicou a "herança" de Sun-Yee, eu já estava a adivinhar que ia mostrar o panda vermelho dela. E apareceu.

E da avó e das tias. São todas adoráveis.


E pronto é tudo!

Se vou falar dos próximos por vir das casas do Mickey e do Luxo Jr.?

Só o tempo dirá.


E vocês, já viram estes filmes?

Escrevam nos comentários, se quiserem.


Então é tudo.

Um Bom Abraço e Até á Próxima!

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Como eu adaptaria “Jak & Daxter”


Em finais de 2015, enquanto revisitava “Jak & Daxter” lembro-me de ter pensado o seguinte:

“Então, Ratchet e Clank vão ter um filme animado para o ano. Quando é que Jak e Daxter vão ter também o seu filme animado?”.

A verdade é que uma adaptação animada para cinema dos videojogos iria funcionar.

O problema é que apesar do 1º filme, baseado em “Jak & Daxter: The Precursor Legacy” (2001) ser para todas as idades, as sequelas iriam ser para M/ 12 Anos como os jogos, e com razão.

E os pais iam ficar chocados com a mudança drástica de tom do 1º para o 2º filme.

E nunca mais voltei a pensar no assunto.


Semana passada, voltei a pensar na possibilidade de vermos uma adaptação da dupla criada pela Naughty Dog.

Então pensei:

“E se, em vez de filmes de animação, fosse uma serie de animação?”


Se eu adaptasse os jogos, eu preferia assim do que um filme.

Por causa da história de fundo dos 3 primeiros jogos: Jak e Daxter desvendarem os mistérios deixados pelos Precursores, os criadores do planeta deles.

A serie poderia ser para algum serviço streaming.

Eu iria adaptar os 3 primeiros jogos: o já citado "The Precursor Legacy", "Jak II: Renegade" (2003) e "Jak 3" (2004).

Também podia fazer 2 filmes spin-offs baseados em "Jak X: Combat Racing" (2005) e "Daxter" (2006).

(Eu não adaptaria "Jak and Daxter: The Lost Frontier", 2009, por causa da má fama que tem entre os fás e a Naughty Dog, que não esteve envolvida na produção do jogo.)


Então é tudo.

O que vocês, fás, iriam achar? Preferiam uma adaptação em filmes ou em série?

Escrevam nos comentários, se quiserem.

Um Bom Abraço e Até á Próxima!

domingo, 28 de novembro de 2021

Rick e Morty apareceram em "Space Jam - Uma Nova Era"!

Alguns meses atrás, eu vi "Space Jam: Uma Nova Era" (2021).

Antes de continuar, eu achei o filme ok, assim como "Space Jam" (1996). Apenas ok.

Agora, continuando...

Uma coisa que fiquei surpreso pouco antes de ver o filme, foi saber que a dupla-titulo de "Rick & Morty" (2013-presente) fizeram uma curta aparição no filme.

Eis aqui:


Rick e Morty, protagonistas de uma serie de animação PARA ADULTOS, num filme para todas as idades.

Para alivio meu, só aparecem durante 11 segundos, e nunca chegam a dizer asneiras ou revelar os seus nomes, por causa do público-alvo do filme. 

Se alguma criança que viu o filme perguntar-vos quem eram aquele cientista e aquele menino, podem escolher entre 2 opções:

  1. Mentir-lhe, dizendo-lho que deviam ser personagens criados para o filme;
  2. Ou dizer-lhe apenas que nem todo o desenho animado que existe é para crianças, alguns são para gente crescida. e que o cientista e o menino são desses desenhos animados.
Se fosse eu, escolhia a 1ª opção.

Se alguma criança estiver a ler isto (que já estou a prever que sim), esperem até fazerem 12 anos para poderem ver essa serie, para vossa segurança.

Nota: Por alguma razão, o facto de estar a ouvi-los em Português de Portugal (ambos com voz de Alexandre Carvalho), lembrou-me da dobragem portuguesa de "Os Simpsons: O Filme" (2007).

Então é tudo!

Um Bom Abraço e Até á Próxima!

sábado, 30 de outubro de 2021

Movies R Fun


Aviso: Que filme que vocês viam no vosso passado gostavam de mostrar aos vossos filhos? Eu tenho apenas 1. Fiquem até ao fim do texto para saberem qual é.



"Movies R Fun" (2014) é um livro escrito por Josh Cooley, supervisor de história da Pixar que mais tarde ia dirigir "Toy Story 4" (2019), 

É uma parodia adulta de livros infantis que mostra cenas de filmes que tu precisas de ter 16 ANOS ou mais para poder ver desenhadas como se fossem de um livro infantil.

Numa entrevista para o site Den Of Geek, Cooley explicou que a ideia veio após o nascimento da filha dele.

Cooley estava contente porque ia lhe mostrar todos os filmes que ele gostava.

Mas depois percebeu que muitos dos filmes que ele gosta, ela só podia ver quando tivesse 17 anos.

Então ele lembrou-se de alguns livros infantis que ele tinha que adaptavam filmes como "E.T. - O Extraterrestre" (1982) e "Star Wars Ep. V- O Imperio Contra-Ataca" (1980) e tornavam-nos legível para crianças.

"Então pensei, puramente como uma piada, como seria engraçado ver filmes que claramente NÃO são para crianças, transformados em conteúdo digerível para a faixa etária deles."

"Claro, eu nunca planeei mostrar isto para a minha filha, é uma piada para adultos."

De acordo com Cooley, ele começou a fazer desenhos individuais baseado nesta ideia em 2008.

"Eu os mostraria a amigos e eles sugeririam outros filmes que seriam engraçados nesse formato."

"Nunca pensei em transformá-lo num livro antes de ter desenhado quase 20 deles."

Eis o anuncio do livro:

Bastante bizarro, não acham?


Antes de revelar esse único filme que eu gostava de mostrar aos meus filhos, se eu tiver, preciso de dizer uma coisa.

Eu sei que desde 2017 tenho feito algumas listas de filmes para se mostrar ás crianças.

Para quem não sabe, eis aqui:

Filmes para todas as idades aconselháveis para as crianças

Filmes de Animação Não-Americanos para todas as Idades que podíamos mostrar aos mais novos

Sugestões de filmes para todas as idades para se ver nas Férias de Natal

10 Filmes de Família Americanos Não-Disney que merecem uma nova oportunidade

Os Filmes de Família do Studio Ghibli

As Adaptações para Cinema dos Livros Infantis de Roald Dahl

Mas muita coisa mudou desde a pandemia. Agora já não me importo se as crianças viram ou não viram esses filmes.

Qual é essa única exceção que gostava de mostrar aos meus filhos, se eu tiver?

"Quem Tramou Roger Rabbit" (1988)


Porquê?

Este filme é a Carta de Amor Suprema á Animação.

Após rever este filme no Disney+ e relembrar a história por detrás dele, eu sinto que este é o único filme que devia ser obrigatório para todas as crianças.


E vocês, que filme que viam no vosso passado é que gostavam de mostrar aos vossos filhos?

Comentem ai em baixo, se quiserem.

Um Bom Abraço e Até á Próxima

terça-feira, 9 de março de 2021

9 - O que é que a mensagem do Cientista no Facebook pode significar?

2 Avisos:

  1. Este filme é para MAIORES DE 12 ANOS, porque contêm violência e imagens assustadoras;
  2. Este post contém SPOILERS.


Em 2017, quase 8 anos após a estreia de “9” (2009), surgiu uma mensagem na página de Facebook do Cientista, que a Universal fez para promover o filme.

A mensagem é assim (traduzido por mim):

“A luz acendeu fracamente novamente sob as cinzas e eu comecei a tão esperada busca por esperança ... Devo encontrar o 9.”

Essa página não publicava mensagens desde a estreia nos cinemas do filme, o que levou os fás a imaginarem se esta mensagem anuncia uma sequela.

O que é que esta mensagem pode significar?

Como se lembram, no final do filme, o 9, a 7 e os gémeos 3 e 4, ao libertarem as almas dos colegas mortos, também trouxeram a vida de volta ao nosso planeta.


Shane Acker, o realizador do filme e da curta de 2005 em que o filme foi baseado, contou em entrevistas, lá em 2009, que está aberto a possibilidade de fazer uma sequela e mais filmes de animação sombrios para adultos.

 

Numa entrevista para o site Joblo, ele disse o seguinte:

"Acho que definitivamente há espaço. Quer dizer, da forma como terminamos o filme, há uma ligeira sugestão de que pode ser um novo começo.

E acho que poderíamos continuar a jornada de onde paramos e ver como essas criaturas estão existindo num mundo no qual o ambiente natural está voltando e talvez até mesmo os ameaçando de alguma forma.

Eles tomam a decisão de não o afetar ou tentam afetá-lo de alguma forma? E eles ainda tentam se segurar a essa humanidade dentro deles ou eles se reconhecem como máquinas também e seguem uma trajetória diferente?

Então, há muitas ideias com as quais eu acho que poderíamos explorar e fazer outra história. "

 

Talvez a mensagem não anuncia uma sequela, mas cria um epilogo para o Cientista, que agora otimista, só quer procurar o 9 e os outros que sobreviveram para lhes agradecer por terem ressuscitado o nosso mundo.

 

Seja como for, os fás vão ter de aguardar até surgir novas mensagens ou um anúncio da sequela, se for feita.

Só o futuro dirá.

 

Então é tudo.

Até á Próxima!

sábado, 30 de janeiro de 2021

Estas ideias para "O Panda do Kung Fu" podiam ter anulado a existência das sequelas!

 

No final deste post, vou contar-vos a minha opinião sobre a origem do Po, antes das sequelas existirem.


Uma pergunta que metade das pessoas que viram "O Panda do Kung Fu" (2008) tiveram é porque é que o pai do Po, o Sr. Ping, é um ganso?

"Porque o Po é adotado" sim, eu sei. "E é explicado nas sequelas..."

Não é por causa disso.


Os realizadores do 1º filme, Mark Osborne e Steve Johnson, explicaram no comentário áudio do DVD a razão porquê.

Originalmente, o Po era suposto viver com a mãe numa aldeia de pandas onde trabalhava numa fabrica de sinos.

Mas eles acharam melhor fazer dele um excluído da sua sociedade. Por isso, decidiram pô-lo a morar numa aldeia de porcos, coelhos e gansos.

Nessa versão, ele passou a trabalhar num restaurante gerido por um ganso mal-humorado.

Mas Alfredo Gimeno, um dos artistas de storyboard do filme, achou que seria mais divertido transformar o patrão mal-humorado dele no pai amável dele, que é o que vemos na versão final.


Agora porque o Po é adotado no universo do filme?

Osborne e Johnson explicaram que não têm interesse em responder a isso.


Conseguiam imaginar como seria se alguma destas ideias originais se tivessem mantido no filme?

Talvez a 2ª ideia não anulava a existência das sequelas.


Agora vem a minha opinião sobre a origem do Po, antes das sequelas existirem.

Lembro-me de que em 2008 ou 2009, quando vi o filme pela 1º vez,  eu pensava que o Po era adotado, mas ao ver o comentário áudio do filme, pensei na possibilidade do Sr. Ping ser o pai de verdade do Po.

Que ele se casou com uma panda fêmea e tiveram um filho chamado Po.

Algum de vocês deve estar a pensar que é uma parvoíce, mas olhem também não nos queixamos porque é que um esquilo se apaixona por uma girafa ("Selvagem", 2006), uma girafa por um hipopótamo (as sequelas de "Madagáscar", 2005) ou um coelho por uma humana ("Quem Tramou Roger Rabbit", 1988).

É animação, Pode-se fazer o que quiser.


Então é tudo.

Até á Próxima!

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Poderia um filme em imagem real de "Samurai Jack" funcionar?


Aviso: As 4 primeiras temporadas (2001-2004) são para todas as idades mas a 5ª e ultima temporada (2017) é para MAIORES DE 12 ANOS, porque contém violência. Por isso é que escolhi esta imagem.

E este post não contêm SPOILERS.


Antes da 5ª e ultima temporada de "Samurai Jack" (2017) ter sido produzido. Genndy Tartakovsky, o criador da serie, já fez 3 tentativas de concluir a serie num filme de imagem real, com 3 estúdios diferentes.

Na Adult Swim Con deste ano, durante um painel para promover o videojogo para a PS5 "Samurai Jack: Battle Through Time", Genndy explicou que estes 3 estúdios vieram ter com ele e eles concordaram e fazer um filme de imagem real de "Samurai Jack", e iam começar a produção inicial.

O problema é que estes 3 estúdios queriam fazer mudanças á história original e Genndy disse "Não vamos fazer isso, vamos fazer a minha ideia original. Não vamos muda-la drasticamente como vocês querem". E foi o fim do acordo com os 3 estúdios.


Poderia uma adaptação em filme de imagem real da serie funcionar?

Por um lado, eu gostava de ver como seria o vilão Aku e o futuro da Terra dominado por ele em imagem real.

Mas por outro, eu ia ficar com receio se o estúdio que fizesse o filme repetisse metade das asneiras que vimos em "O Ultimo Airbender" (2010) e metade das adaptações americanas de animes.


Poderia funcionar? Talvez. Mas a serie é o que é e uma adaptação em imagem real poderia destruir o legado da serie.


Para terminar o post (eu sei que há mais, mas este é o meu preferido):


Então é tudo.

Até á Próxima!

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Roteirista de "Dragonball Evolution" pede desculpa aos fás

Nota: No fim, irei dizer a minha opinião final sobre o filme.

Como os Otakus sabem, o filme "Dragonball Evolution" (2009) não é algo que merece o amor deles.

Com criticas negativas tanto por fás como por críticos, é incrível como este filme é considerado o maior exemplo de pior adaptação norte-americana de anime.

Pois bem, o roteirista do filme, Ben Ramsay pede desculpa aos Otakus de Goku e Companhia, pela adaptação.

Numa conversa em 2016 que Derek Padula, membro do site-fá "The Dao of Dragonball", Ramsay mandou a seguinte mensagem:


“Eu sabia que chegaria o dia. Dragonball Evolution marcou um ponto criativo muito doloroso na minha vida. Ter algo com o meu nome como roteirista sendo tão mundialmente insultado é angustiante. Receber mensagens odiosas de todo o mundo é de partir o coração. Passei tantos anos tentando desviar a culpa, mas no final do dia tudo se resume à palavra escrita na página e eu assumo total responsabilidade pelo que foi uma desilusão para tantos fãs. Eu fiz o melhor que pude, mas no final do dia, eu ‘deixei cair as esferas do dragão’.

Entrei no projeto atrás de um grande pagamento, não como um fã do franchise, mas como um empresário que está assumindo uma missão. Aprendi que, quando tu te empenhas num empreendimento criativo sem paixão, obténs resultados abaixo do ideal e, às vezes, acabas no lixo. Então, não estou culpando ninguém por Dragonball, mas eu mesmo. Como um fanboy de outras séries, eu sei o que é ter algo que tu amas e esperas ser tão dececionante.

A todos os fãs de Dragon Ball por aí, eu sinceramente peço desculpas.

Espero poder compensar-vos criando algo muito fixe e divertido que tu gostes e que também seja algo pelo qual sou apaixonado. Esse é o único trabalho que faço agora.

as melhoras,

Ben. ”


Antes que os otakus digam alguma coisa, é preciso apontar que a culpa não é 100% dele.

3 dias depois da conversa, "The Dao of Dragonball" disponibilizou online o argumento original do filme, na altura chamado "Dragon Ball Z".

E olhem só, o argumento original já era um pouco melhor do que a versão final. Ainda sofria de metade dos problemas que a versão final tem, mas ao mesmo tempo, tinham elementos do manga e dos animes que iam deixar os otakus com um leve sorriso na cara. 

Ao menos, Ramsay leu o manga e viu os animes quando fez pesquisa para o roteiro.

Se tiverem curiosidade, cliquem aqui para lerem o roteiro original.

Vocês preferiam esta versão ou não?


Para terminar este post, vou finalmente dizer a minha opinião sobre o filme.

Como se lembram, quando disse que não gosto de "Dragonball" (2 vezes), eu citei o seguinte:

"O filme “Dragon Ball Evolution”, 2009, não sei dizer se é pior ou melhor do que o anime."

Pior do que o anime.

Mesmo que eu não soubesse que era uma adaptação, o filme não consegue ser interessante como filme.

Como disse, não gosto do anime, mas em comparação, o manga e os animes tem uma história mais coesa que este filme.


Então é tudo.

Até á Próxima!

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Porque não estou interessado no filme "Tom e Jerry" (e está tudo bem com isso)

Como vocês sabem, ontem saiu o Trailer Oficial de "Tom e Jerry", baseado nos icónicos desenhos animados da Hannah-Barbera.


E ao contrario do que metade dos fás pensava, este não vai ser mais um filme de imagem real baseado num personagem cartunesco (ex:"Garfield", 2004), mas sim um filme que mistura imagem real com animação (ex: "Quem Tramou Roger Rabbit", 1988).

É o 3º filme que mistura imagem real com animação baseado em personagens cartunescos. Os 2 primeiros foram "As Aventuras de Rocky e Bullwinkle" (2000) e "Looney Tunes de Volta Á Acção" (2003).

("Space Jam", 1996, é baseado num anuncio da Nike, para relembrar).


Ao ver este trailer, fiquei mais impressionado com o visual do que com a história. Lembra o já citado "As Aventuras de Rocky e Bullwinkle" e "O Regresso de Mary Poppins" (2018).

Eu pensava que o Tom e o Jerry iam ser os únicos personagens animados no filme, não tinha imaginado que iam animar todos os animais do filme.


Mas porque não estou interessado?

Apesar do trailer ser divertido, a história em si parece-me ok.

Noto umas vibes de "Smurfs" (2011-2013) e "Sonic" (2020-presente).


Mas está tudo bem com isso.

Porquê?

Ao contrario de certas animações* e ficções com um visual cartunesco** que já tiveram uma adaptação em imagem real, personagens cartunescos como os exemplos citados não ficam "presos" na narrativa.

Por 2 razões:

  1. São series (de animação, banda desenhada ou videojogos);
  2. O criador (ou os criadores) fizeram estas personagens para nos divertirem, apenas isso.
Tu também podes inventar qualquer história com estas personagens. O céu é o limite.


*Os filmes animados da Disney, "Avatar - A Lenda de Aang" (2005-2008) e Animação Japonesa.

**O videojogo "Detective Pikachu" e os livros "O Grinch" e "O Gato da Cartola" de Dr. Seuss.



Uma coisa é certa, independentemente do que vamos achar do filme, obviamente vai fazer sucesso nas bilheteiras, por conta das nossas memórias de infância.

O que vocês esperam de um filme do Tom e Jerry?

Até á Próxima.

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Porque já não estou fascinado pelas animações da Disney e da Pixar?

 


A verdade é que desde que vi "The Incredibles 2 - O Super-heróis" (2018), aquela "chama no olhar" parece que se extinguiu.

Não foi com "Toy Story 4" (2019). Quando disse em 2018, que queria ver o filme no ano passado, disse mais alguma coisa para além de que vai ser a ultima sequela da Pixar? Claro que não.

Também não estava muito empolgado com "Força Ralph 2" (2018) e nem falei muito de "Frozen II" (2019).

A verdade é que chega a altura em que já sabes como funciona a estrutura narrativa, que já não te impressionas como antes.

Dou um exemplo recente: "Bora Lá". Vi o filme e gostei muito. Ao mesmo tempo que me ri e fiquei emocionado, não fiquei todo empolgado, porque já estava a adivinhar o tipo de final feliz que o filme ia ter.

E isso é extremamente normal.

Nerdologia, não se importam de explicar por mim o porquê?


É isso.

Tchau!

sábado, 17 de outubro de 2020

sábado, 12 de setembro de 2020

A minha relação com a Pixar

 

Porque é que não estou ansioso por "Soul", adiado para o final deste ano?

Pouco antes da pandemia ter começado, eu tenho notado que imensa gente no Youtube venera imenso a Pixar ao ponto de dizerem "todos os filmes dos rivais norte-americanos da Disney Animation e da Pixar deviam ser como a Pixar".

Quem diz que devia ser assim? Porque é que esses estúdios não podem fazer os filmes que querem fazer?

Lembram-se do que disse há 2 anos atrás?

Além disso, estou um bocado cansado da formula Pixar de contar uma história.

Já sei que nos vão fazer rir ou chorar e que tudo vai acabar com final feliz.

Já estava a perder um pouco de interesse em "Bora Lá" quando estava prestes a estrear, se não fosse a pandemia.

Não sei, parece que desde que vi "Toy Story 4" (2019), nos cinemas, parece que já não tenho razões para ficar ansioso pelo próximo filme.

Só o futuro dirá.

Então é isso.

Até à Próxima!

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Se é para se ser "adulto", sé discreto.


Foi a 1ª das 3 regras que “impus” para adaptações em imagem real, que eu não quero que quebrem.

Acontece que há uns meses, estive a lembrar o que é o que o meu “eu” de 14 anos ou menos (já ouviram falar da regra dos 15 anos?) achava sobre filmes que “quebravam” essa regra.

E sabem? Eu não me importava. Porquê?

Como sabem, existe aquele pensamento retrogrado que odeio que é quando um adulto diz “Animação é algo para crianças”.

Mas então e as crianças? Incomoda-me quando dizem isso? Não.

Porque elas ainda não têm idade para ver animações para M/12 Anos ou mais. Por isso mais vale deixá-las acreditarem no que querem acreditar, enquanto ainda são novas e inocentes.

Mas no que toca a filmes de imagem real, elas não se incomodam se um filme de imagem real para a idade delas tenha algo digno de levar um M/12 Anos. Porque convenhamos, elas querem sentir-se adultas.

Eu via “A Máscara” (1994) e “Homem-Aranha” (2002), quando tinha menos de 10 anos, e esses filmes eram para M/12 Anos. Não me incomodava porque eu queria sentir-me adulto.

E a mesma coisa se aplica á filmes como “Os Flintstones” (1994), “Inspector Gadget” (1999), “Scooby-Doo” (2002) e “O Gato” (2003).

Então o que fazer?

Eu vou certificar que as crianças não vejam:
  1. filmes/series para M/16 ou mais:
  2. animações para M/12 Anos ou mais.

Até à próxima!

quarta-feira, 29 de julho de 2020

O Saitama tem super-poderes ou não?



Atenção: ISTO CONTÊM SPOILERS de "One Punch Man", tanto o manga como o anime. Vão ler o manga ou ver o anime e depois voltem para aqui.

Como vários Otakus sabem, o manga "One Punch Man" (2012) do artista de alcunha "ONE", baseado na webcomic deste de 2009, é uma paródia muito boa de histórias de super-heróis.

A história é a seguinte:

Saitama é um jovem de 25 anos, que treinou durante 3 anos para cumprir o seu sonho de infância: ser um herói.

O problema é que ele ficou aparentemente invencível, por que agora consegue derrotar qualquer oponente com apenas um murro, o que o deixa completamente aborrecido.

O manga mostra as aventuras de Saitama e do seu auto-proclamado aluno, Genos, na busca por oponentes à altura do 1º, enquanto salvam o mundo.


Mas como é que o Saitama ficou o personagem mais forte da ficção?

Ele teve que fazer um treino chato e repetitivo até ficar careca, durante 3 anos.

Ou como ele explica em detalhes ao Genos ainda no inicio da história:


"Primeiro, o importante é ter certeza que queres seguir este regime de treino intenso."


"Ouve, Genos. Tu apenas tens que continuar fazendo isto. Não importa o quão difícil seja.

Levei 3 anos para ficar tão forte.

100 FLEXÕES! 100 ABDOMINAIS! 100 AGACHAMENTOS! CORRER 10 KM! TODOS OS DIAS!

E, claro, certifica-te de comer 3 refeições por dia. Apenas uma banana ao pequeno almoço está bem. 

Mas o mais importante é nunca usar o ar condicionado ou o aquecedor no verão ou no inverno, para que tu possas fortalecer a mente.

No começo, tu desejarás estar morto. Tu podes começar a pensar qual é o mal de tirar um dia de folga?

Mas para mim, para ser um herói forte, por mais que fosse duro, mesmo que eu estivesse cuspindo sangue, eu nunca parei.

Continuei fazendo agachamentos, mesmo quando as minhas pernas estavam tão pesadas que se recusavam a moverem-se.

Mesmo que os meus braços começassem a fazer barulhos estranhos, eu continuava fazendo flexões.

Um ano e meio depois, comecei a notar uma diferença: EU ESTAVA CARECA...

E EU TORNEI-ME MAIS FORTE.

Em outras palavras, tu precisas treinar para a mundial, até o ponto em que o teu cabelo cai.

Essa é a única maneira de se tornar forte."


"Os seres humanos são fortes porque temos a capacidade de mudar a nós mesmos."

O treino e esta ultima frase do Saitama dá verdadeiro sentido à frase: tu não precisas de super-poderes para seres um herói.

Agora vocês devem estar a perguntar: "Mas João, o Saitama mata vilões apenas com um murro! Isso é ter super-poder".


E ai fica a questão, o Saitama tem super-poderes ou não?

Como vocês sabem, para se ter super-poderes é preciso:
  1. Ser um extraterrestre ou um ser mágico.
  2. Nascer mutante;
  3. Tornar-se mutante, acidentalmente ou não;
  4. Fazer um treino mágico;
  5. Usar artefactos mágicos ou extraterrestres.
Resumindo, ter razões que só existem na ficção.

Como disse no inicio, "One Punch Man" é uma paródia de histórias de super-heróis.

Sobre a origem do Saitama, ONE sabe que é impossível nós ficarmos invencíveis fazendo o mesmo treino que o Saitama fez para se tornar um herói. Basta relembrar a reacção do Genos após ouvir o seu mestre revelar o seu segredo.

Ele simplesmente brincou com as nossas expectativas sobre a origem do Saitama.


Repetindo, o Saitama tem super-poderes ou não?

A resposta é não.


Então é tudo.

Até á Próxima!

domingo, 5 de julho de 2020

"Gremlins - O Pequeno Monstro" não era suposto existir e era muito mais violento.


Nota: no final deste post, vai haver uma pergunta relacionado ao Gizmo.


Eu gosto de "Gremlins - O Pequeno Monstro" (1984)?

Sim, adoro.

Por incrível que pareça, eu vi primeiro a sequela "Gremlins 2 - A Nova Geração" (1990) quando os 2 filmes passaram no Disney Channel em 2003 (eu tinha 9 anos, e sim, estes filmes passaram no Disney Channel).

Na altura, só via excertos do 1 º filme (não queria ver por completo por ser assustador).

Só vi o 1 º filme por completo, 5 anos depois, em 2008, quando passou no Canal Hollywood. E gostei mais deste do que o 2 º.

Eu ainda gosto do 2 º filme. O problema deste é que repete a narrativa do 1 º filme.

E fico contente por saber que vão fazer uma serie animada ("Gremlins: Secret of The Mogwai", prevista para 2021) que se vai passar antes do 1º filme.



Mas sabiam que... bem o nome do post diz isso.

A história do filme foi concebida por Chris Columbus, que anos mais tarde iria dirigir filmes como os 2 primeiros "Sozinho em Casa" (1990-1992), "Papá para Sempre" (1993) e os 2 primeiros "Harry Potter" (2001-2011).

Columbus explicou que a sua inspiração veio do seu sótão, quando à noite "o que parecia um pelotão de ratos surgia e ouvi-los deslizando na escuridão era realmente assustador". Ele então escreveu o roteiro original como um exercício para mostrar a potenciais empregadores que ele tinha habilidades de escrita.

A primeira versão era muito mais violenta que o filme final. Digno de levar um classificação "R" (Maiores de 16 ou 18 anos).



(Se os leitores mais sensíveis quiserem saltar para o próximo paragrafo, façam agora).

Tinha cenas que foram omitidas antes das filmagens, incluindo uma que mostrava a mãe de Billy morrendo na sua luta com os gremlins, com a cabeça atirada pelas escadas abaixo quando Billy chegava. Mais tarde, o realizador Joe Dante explicou que a cena tornava o filme mais sombrio do que os cineastas queriam. Havia também 2 cenas em que numa, os gremlins comiam o Harvey, o cão de Billy e outra em que os gremlins atacavam um McDonald's, comendo os clientes em vez dos hambúrgueres.

Além disso, originalmente não havia um mogwai chamado Stripe; ao contrário, o Gizmo deveria se transformar em Stripe o gremlin.

(É verdade. Aquela coisinha fofa iria ser um monstro reptilianio assassino).



A história não era para ser filmada até que Steven Spielberg, que se tornou produtor executivo do filme, se interessou em transformá-la num filme. Spielberg explicou: "É uma das coisas mais originais que me deparei em muitos anos, e é por isso que a comprei".

Columbus escreveu alguns rascunhos do roteiro antes da versão final, omitindo as cenas que dariam ao filme uma classificação "R". Spielberg pediu-lhe para anular a parte do Gizmo se tornar em Stripe, pois sentiu que o Gizmo era fofo e que o público gostaria que ele estivesse presente ao longo do filme.

E o resultado final é o que nós conhecemos.



Agora vem a minha pergunta:

Vocês preferem um mogwai ou um peluche do Gizmo?


Eu prefiro um peluche do Gizmo.

Porquê?

Por 2 razões:
  1. Não tenho de me preocupar com as 3 regras dos mogwais;
  2. Não ia gostar muita da ideia de mogwais substituírem cães e gatos como animais de companhia.
Então é tudo.

Até à Próxima!

sexta-feira, 17 de abril de 2020

"Animação é Algo Para Crianças!"

A minha resposta?

Raptar o adulto que ainda acredita nisso, amarra-lo a uma cadeira com uma mordaça e obriga-lo a ver isto por completo:

Só que não posso, por risco de ir preso por rapto.


sábado, 11 de abril de 2020

Já vi "Frozen II - O Reino do Gelo" (2019)...

... e gostei.
Final perfeito das aventuras da Anna e da Elsa.
Mais uma actualização na Linha do Tempo da Disney. Cliquem aqui para saberem/relembrarem o que é.

segunda-feira, 30 de março de 2020

3 Regras que Adaptações em Imagem Real não podem quebrar


Como sabem, Hollywood tem uma tendência de adaptar animações infantis (ou histórias infantis com um visual animado, como videojogos e tiras de banda desenhada) em filmes de imagem real.

Se vocês pensam que vou criar as razões porque Hollywood tem que parar com isso ou como melhorar, não vou fazer.

Em vez disso, vou "impor" 3 regras para este tipo de filmes, independentemente se são (ou vão ser) maus, simples ou bons, que eu não quero que quebrem.

Cá vai:
  • Nº 1: Se é para se ser "adulto", sé discreto.
Infelizmente, por causa dessa ideia torta de que "Animação é para Crianças", existem casos em que roteiristas e realizadores na hora de fazer piada para agradar os adultos, não percebem que o quão óbvio é a piada adulta.

Ou ás vezes o argumento.


Onde é que essa regra foi quebrada?

"Os Flintstones" (1994).

Um dos pontos negativos apontados no filme por fás e críticos foi que temas como fraude no trabalho e casos extra conjugais são demasiado adultos para um filme direccionado para os mais novos.

"Scooby-Doo" (2002).

O filme é considerado muito estúpido para adultos e demasiado assustador para crianças, de acordo com fás e críticos.

Nota de 28/8/2020: Esqueçam esta regra. Eu explico porquê aqui.

  • Nº 2: Não pode ter um comentário que insulta a Animação.
Uma das razões porque fás de Animação não gostam de Adaptações em Imagem Real, é porque aumenta a ideia torta de que "Animação é para Crianças". Já não bastava um deste tipo de filmes dizer também isso.


Onde é que essa regra foi quebrada?

Esta fala de "Kim Possible" (2019):

"Athena: (olhando para a roupa de espião da Kim da serie) Porque é que tu não usas mais isso nas missões? Costumava ser a tua coisa.

Kim: Eu não sei. Eu acho que usar a mesma coisa o tempo todo parecia meio animado depois de um tempo."

  • Nª 3: Não podem promover parques de diversões.
Esta regra é importante para a Disney. 

Já não bastava eu achar que as versões em imagem real/foto-realismo dos seus filmes animados parecerem anúncios dos seus parques de diversões, só faltava uma fala nesses filmes que envolva anunciar os parques temáticos da Disney.


A Disney não pode cometer o mesmo erro que "O Gato" (2003) cometeu:

"Conrad: ISTO É INCRÍVEL! É como um passeio num parque de diversões !!!

Gato da Cartola: Tu queres dizer como na ... (o filme faz uma pausa enquanto ele segura folhetos dos parques de diversões da Universal, olhando para o público) Universal Studios. (risos e piscadelas) Cha-ching ... Ha-ha! (O som da caixa registadora é reproduzido antes do filme continuar)"

Sim, ele literalmente anunciou na vossa cara os parques de diversões da Universal. A Disney não pode fazer o mesmo.


Nota 1: Por acaso existe mesmo uma atracção baseado nos livros do Dr. Seuss, num parque da Universal em Orlando, Florida. Foi criada em 1999. Cliquem aqui para conhecerem.

Nota 2: Se a Disney quebrar essa regra, é bem possível que os fás da Casa do Rato vão dizer "então é esta a razão porque a Disney faz versões em imagem real/foto-realismo dos seus filmes animados. Para promover os seus parques de diversões!"


E são estas as 3 Regras que Adaptações em Imagem Real não podem quebrar.


E esta vai ser possivelmente, a ultima vez que falarei deste tipo de filmes.

Eu quero por em pratica aquela coluna que falei, também para largar este e e mais 2 vícios.


Então é tudo.

Um Bom Abraço e Até à Próxima!

segunda-feira, 2 de março de 2020

24 Razões porque "A Máscara" (1994) e "Jumanji" (1995) são o mesmo filme.


© New Line e Sony.

(Podem encontrar esta imagem na pagina de Facebook do blog. Cliquem aqui.)


Aqui estão as 24 razões:

1 - Ambos os filmes são filmes de fantasia dos anos 90, baseados em algum tipo de livro (banda desenhada de terror da Dark Horse Comics / livro infantil de Chris Van Allsburg) ...

2 -… e ambos estão estrelando um actor excelente em comédias e em dramas (Jim Carrey / Robin Williams).

3 - Ele interpreta este tipo (Stanley Ipkiss / Alan Parrish) que tem medo de lutar pelos seus interesses,…

4- - inclusive conversando com uma loira (Tina Carlyle / Sarah Whittle) que ele ama.

5 - Depois de perder uma briga com um bando de rufias (a segurança do Coco Bongo / o gang de Billy Jessup),…

6 - ... ele encontra esse objecto estranho e antigo (O jogo de tabuleiro Jumanji/ A Máscara de Loki) que foi abandonado.

7 - Antes de usar o objecto antigo, ele inicia uma discussão com o dono do local onde mora (Sra. Peenman / Sam Parrish).

8 - E depois disso, ele descobre que o objecto antigo possui poderes mágicos quando é usado.

9 - Felizmente, ele consegue se livrar do objecto depois de usá-lo pela 1 ª vez e tenta ficar longe dele, ...

10 -… mas Forças da Natureza o impedem de tentar fugir dele, então ele decide usá-lo novamente para resolver os problemas impostos a ele.

11 - Há um policia (tenente Mitch Kellaway / Carl Bentley) que está investigando as estranhas actividades causadas pelo personagem principal através do objecto mágico…

12 - ... e um vilão (Dorian Tyrell / Van Pelt) que quer matar o personagem principal por alguma actividade que ele fez, usando o objecto.

13 - A loira descobre o segredo do personagem principal, mas mantém em segredo ...

14 - ... e também o policia que estava investigando as actividades estranhas, ao ponto de decidir prender o personagem principal.

15 - O vilão rouba o objecto mágico, mas a loira faz com que ele perca o objecto, mais tarde.

16 - O personagem principal consegue fugir do policia, prendendo-o no seu próprio carro.

17 - O personagem principal, a loira, alguns dos seus aliados e o vilão vão para um lugar parecido com uma selva (Coco Bongo / a casa dos Parrish, infestada pela flora de selva por causa do Jumanji) até a batalha final.

18 - Há uma parte em que um animal (Milo / um pelicano) rouba o objecto mágico, agarrando-o com a boca ...

19 - ... e uma parte em que um dos aliados do personagem principal (Milo / Peter Shepherd) é temporariamente afectado pelo objecto mágico.

20 - O personagem principal distrai o vilão, sendo capaz de lutar pelos seus interesses sem usar o objecto mágico.

21 - E então ele usa o objecto mágico para derrotar o vilão, sugando-o para um vórtice onde ele não pode mais causar mal a ninguém.

22 - Depois disso, o personagem principal salva o dia e recebe o amor da loira.

23 - E o filme termina com o personagem principal e a loira atirando o objecto mágico num rio e vivendo felizes para sempre, sem pensar na possibilidade do objecto ser encontrado por outras pessoas.

24 - Ambos os filmes são decentes e amados pelos mais novos quando foram lançados. Em resposta, os estúdios que lançaram esses filmes fizeram uma serie de animação infantil, um ano após o lançamento. Duas das mudanças nas duas séries feitas em relação aos filmes foram omitir a loira e rejuvenescer o policia.

Repetindo o canal Couch Tomato:

"Estas sãos as 24 razões porque estes filmes são o mesmo.
Concordam? Sim? Não? Talvez?"

Então é tudo.

Um Bom Abraço e Até à Próxima!