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sexta-feira, 14 de junho de 2019

Especial Pixar - de 2017 até agora...


Como prometido, estou a continuar o Especial Pixar, para promover "Toy Story 4", previsto para a semana.

Mas em vez de actualizar os posts, decidi criar um post em que dou a opinião sobre as curtas originais e os longa-metragens da Pixar lançados desde 2017 até agora.

Para saberem o que acho das curtas originais de 1984 até 2016, cliquem aqui.

Para saberem o que acho das longas-metragens de 1995 até 2016, cliquem aqui.

Vamos começar:


Curtas.

"Lou" (2017):


Dirigido pelo animador Dave Mullins e lançado nos cinemas com "Carros 3", a curta é uma bela terapia anti-bullying.

A maneira de como o Lou ensina o J. J. a ser gentil para os outros e para ele mesmo está muito bem desenvolvida. 

O J.J. lembra-me um bocado o Spot de "A Viagem de Arlo", (2015).

Eu acho curioso é como no final, percebe-mos a origem do Lou.


"Bao" (2018):


Dirigida pela artista de storyboard chino-canadiana Domme Shi, e lançado nos cinema com "Incredibles 2 - Os Super-Heróis" (2018), é uma curta muito boa.

No entanto, alguns telespectadores de descendência não-chinesa acharam a curta "confusa".

Não é confusa, porque a mãe estava a sentir falta do filho por ele ter saído de casa, e aquele bolinho chinês era fruta da imaginação dela. Onde é que o marido dela estava, quando vimos aquele bolinho chinês a crescer? Perceberam agora?

A curta é uma terapia para a Síndrome do Ninho Vazio. E ganhou o Óscar de Melhor Curta Metragem Animada 2018.


Longas.

"Carros 3" (2017):


Agora podemos perdoar "Carros 2" (2001) e (se preferirem) "Aviões", (2013-2014). Dirigido por Brian Fee, o terceiro filme "consegue terminar franchise com dignidade". 

Engraçado é como o filme não cita nada do 2 º filme, mas nota-se que Brian Fee e a sua equipa fizeram este filme como um pedido de desculpas por causa do 2 º (ao estilo de "Indiana Jones e A Grande Cruzada", 1989). 

Mas este filme está muito bom e viu-se que é mesmo o fim das aventuras de Mcqueen e Cia.

Eu não considero o Jackson Storm como um vilão, mas sim, o Sterling por causa da maneira de como tratava a Cruz e queria explorar o Mcqueen. O Jackson Storm nem é batoteiro ao contrario do Chick Hicks. Ele tentou fazer batota na corrida final, por medo.

Assim como "Carros 2", "Monstros - A Universidade" (2013), "A Viagem de Arlo" (2015) e "Á Procura de Dory" (2016), não foi nomeado ao Óscar de Melhor Filme de Animação 2017, enquanto "Coco" (2017) foi nomeado e venceu nessa categoria, que é uma pena.

"Coco" (2017):


Dirigido por Lee Unkrich, o mesmo de "Toy Story 3" (2010), este filme acaba por ser uma aula de explicar aos espectadores de todas as idades, que a Morte não é malefica.

Emociono-me quando o Miguel canta para a sua bisavó, Coco (respeito pelo nome da senhora, está bem?) a canção "Lembra-te de Mim", da maneira de como o trisavó dela cantava.

Tenho de dizer mais alguma coisa?


"Incredilbes 2 - Os Super-Heróis" (2018):


14 anos valeram a pena.

É uma sequela que o Brad Bird teve que aguardar pela altura perfeita para produzir, porque ele não gosta de seguir o modelo dos filmes de super-heróis que dominam as bilheteiras desde 2000 até agora.

E assim como o primeiro, de 2004, este filme ainda mantêm a tradição de subverter o que o espectador espera num típico filme de super-heróis.

É curioso ver as narrativas do Beto, da Helena e da Violeta e como eles se entrelaçam uma com a outra.

O Raptor de Ecrãs (que tradução, hein?) foi um vilão que me surpreendeu não só por quem é na verdade mas também pelas suas motivações para prejudicar a comunidade de super-heróis.

E foi a segunda sequela da Pixar (a primeira foi "Toy Story 3", 2010) a ser nomeado ao Óscar de Melhor Filme de Animação (Perdeu para "Homem-Aranha no Universo Aranha", 2018, que também é muito bom).


E é tudo.

Para não estar sempre actualiza-lo, talvez espere 7 anos, para poder falar sobre as curtas metragens originais e longas-metragens que vão surgir desde "Toy Story 4" até mais alêm.

Um Bom Abraço e Até à Próxima!

terça-feira, 11 de julho de 2017

Pixar- As Longas


Olá e sejam bem-vindos à 3 º e ultima parte do especial da Pixar. Leiam a intro para perceberem o que estou a fazer. E vejam a 2ª parte em que falo das curtas originais do estúdio.

Em 1995, surgiu a 1 ª longa-metragem animada por computador “Toy Story – Os Rivais” (1995) que foi o filme que fez o mundo inteiro ficar a conhecer a Pixar. Depois do sucesso deste filme, vários estúdios de cinema americanos (e um bocado a volta do mundo) decidiram investir no ramo da animação por computador.

A Pixar sempre foi perita em contar grandes histórias. Inteligentes, engraçadas, comoventes e com excelentes mensagens para ensinar ao publico de todas as idades, não é à toa que é o estúdio de animação com o maior recorde de vitorias ao Óscar de Melhor Filme de Animação. Curiosidade é que sempre que volto a ver estes filmes emociono-me logo com algumas cenas.

Mas, desde 2011, muitos fás notaram uma possível crise criativa que o estúdio parece estar a passar após atingirem o grande ápice com “Toy Story 3” e acham que o estúdio parece que está a render-se ao lucro fácil das sequelas.

Mas o estúdio é diferente dos outros estúdios americanos que fazem animação por computador. Para eles, a história é importante, e no que toca a sequelas (ao contrario da maior parte de outros cineastas e estúdios de cinema que se rendem ao dinheiro), o estúdio só faz a sequela se tiver uma grande história que quiser contar (já irei falar de “Carros 2”, em seguida). Por isso é que vemos as sequelas de filmes que nós amamos 10 anos ou mais após a estreia. E já foi confirmado que, depois de 2019, o estúdio vai parar com as sequelas.

Hoje irei falar sobre os longa-metragens do estúdio exibidos aqui em Portugal (até agora) desde “Toy Story – Os Rivais” (1995), até ao seu ultimo longa metragem “Á Procura de Dory” (2016):


Toy Story – Os Rivais (1995);


Dirigida por John Lasseter e a 1 ª longa-metragem animada por computador, o meu primeiro contacto com este filme foi nas cassetes de “Pocahontas” e “Pateta – O Filme”, ambos de 1995, que vi em 1998, antes da estreia de “Uma Vida de Insecto” (1998). Lembro-me de ver o trailer e ficar “Que tipo de desenhos animados são estes?”. Vi o filme e adorei.

A relação de Woody e Buzz, que representam o herói do passado das crianças com o herói do futuro das crianças, está bem executada, a animação e as texturas dos brinquedos parecem reais que lhes queremos tocar, e a icónica canção composta e cantada por Randy Newman “Sou Teu Amigo Sim” mereceu o lugar de destaque nas musicas mais conhecidas da Disney.

Uma Vida de Insecto (1998);


3 anos depois de “Toy Story – Os Rivais”, a Pixar fez “Uma Vida de Insecto”, também dirigido por John Lasseter e codirigido por Andrew Stanton. Era um filme giro, mas parece que foi esquecido com o passar dos anos, por causa dos novos longas da Pixar que estreiam ao longo dos anos. Convém lembrar que foi o 2 º longa-metragem, eles ainda estavam a explorar mais histórias e novas técnicas na animação por computador, por isso é que é o mais esquecido.

Lembro-me que quando vi o filme pela 1 ª vez em cassete, tive um bocado de medo do Hopper (um vilão que agora acho mesmo agressivo e cruel), mas sempre que voltava a ver, deixei de ter. Agora o que me mete um bocado de medo neste filme são os pássaros mesmo realistas e enormes (no ponto de vista dos insectos). Eu sei que a Pixar ainda não se esqueceu deste filme, ainda o mencionam nas paginas deles nas redes sociais e nalguns trailers que lançam dos filmes, mas gostava que este filme ainda tivesse mais reconhecimento.

No ano em que este filme foi lançado, a Dreamworks tinha lançado o seu 1 º longa-metragem animado “A Formiga Z” (1998). Notou-se uma espécie de semelhança entre os 2 filmes, por serem protagonizados por formigas. Só que “A Formiga Z” é mais para um publico mais velho enquanto “Uma Vida de Insecto” é para todas as idades. E ainda há pessoas que confundem os 2 filmes.

Toy Story 2 – Em Busca de Woody (1999);


Dirigido por John Lasseter e a 1 ª sequela da Pixar, lembro-me na altura que este filme estreou nos cinemas. Só vi o filme em cassete, além de ter lido a história num álbum de banda desenhada do filme (era mais ver as imagens, porque não sabia ler, na altura). Foi uma sequela muito bem-sucedida, que muitos disseram que foi melhor do que o original. Eu acho que fica ao nível do original. O engraçado era que o filme era para ser uma sequela diretamente para vídeo, mas o estúdio ao ver a escala cinematográfica da história, decidiu lançar nos cinemas.  E ainda bem que fizeram isso.

Foi o 1 º filme do estúdio que me fez emocionar (a cena era a canção da Jessie “Quando me amava”). Lembro-me que quando vi o filme outra vez com 11 anos e percebi a história, aquilo fez-me pensar no facto que nós iríamos crescer um dia e deixar os nossos brinquedos. Mas o filme ensinou-me a aproveitar os bons momentos da infância que me restava.

Eu sempre vi “Toy Story – Os Rivais” e “Toy Story 2 - Em Busca de Woody” como uma mini-série de 2 episódios longos, e sempre acreditava que o 2 º filme era o final da saga. Isto é, até 11 anos depois, estrear o que muitos (incluindo eu) consideram a melhor sequela da Pixar, até agora, e o final perfeito da trilogia (Até anunciarem “Toy Story 4”). Um facto curioso, é que a Pixar, depois de fazer este filme, disse que não iria envolver em sequelas, até terem voltado a elas com “Toy Story 3” (2010). Por isso na década de 2000, só tivemos longas originais.

Monstros e Companhia (2001);


Dirigido por Pete Docter, lembro-me de ter conhecido este filme através do 1 º trailer que foi exibido nas cassetes de “Toy Story 2- Em Busca de Woody”. Vi o filme em cassete, apesar que tinha lido o livro do filme, publicado na altura em que o filme estreou em Portugal (Março de 2002, alguns meses depois da estreia na América). É um filme muito bom, com uma premissa engraçada, Sulley e Mike formam uma das duplas mais divertidas da Pixar, a amizade entre Sulley e Boo está muito bem executada e a Boo é talvez a personagem mais fofa que vi da Pixar. Também me emociono com a despedida de Sulley e Boo e o final do filme. Foi um dos nomeados na categoria de Melhor Filme de Animação, quando ela foi inventada em 2002, mas perdeu para “Shrek” (2001) que também é um filme muito bom.

À Procura de Nemo (2003);


Dirigido por Andrew Stanton, eu tive contacto com este filme através duma revista portuguesa (pensava que o Casco era o protagonista, porque falavam só nele apesar de aparecer o Marlin e a Dory) e na televisão falavam do jogo. Fiquei curioso e ia sempre visitar o site do filme (ele já tinha estreado nos cinemas no verão de 2003, e só chegou a Portugal em Dezembro). Vi o filme nos cinemas e adorei. A relação entre Marlin e Nemo é muito bonita, a Dory é (de acordo com muitos fás, e é verdade) a personagem mais popular do filme e da Pixar, e emociono-me sempre que vejo o inicio e o final do filme. E foi o 1 º de muitos filmes da Pixar a ganhar o Óscar de Melhor Filme de Animação.

The Incredibles – Os Super-Heróis (2004);


Quando “À Procura de Nemo” estreou nos cinemas (na América), eu tinha visto na internet, o 1 º trailer do próximo filme do estúdio, que era um filme de super-heróis. O que muitos de nós achávamos engraçado naquele trailer, era ver o “super-herói gordo” (O Beto) a meter o cinto. Quando surgiu mais trailers do filme, vi que se tratava de um filme sobre uma família de super-heróis. Um facto curioso é que quando o filme estreou nos cinemas, nós ainda não tínhamos coisas como os Universos Cinemáticos Marvel e DC, mas ainda tínhamos outros filmes de super-heróis como os 2 primeiros filmes da Trilogia do Homem-Aranha (2002-2007). Mas eu vi e adorei o filme, dirigido por Brad Bird, que tinha dirigido o excelente “O Gigante de Ferro” (1999) para a Warner Bros. e se juntou á Pixar após o encerramento do departamento de animação da WB.

Em criança, pensava que era um típico filme de super-heróis (apesar de não ter explicado como aqueles super-heróis ganharam aqueles poderes) mas em adulto, vi que ele foge ao típico filme de super-heróis, porque mostra, no sentido metafórico, uma família a trabalhar em conjunto para resolver problemas. É um filme que, se calhar, os adultos conseguem compreender mais do que as crianças, por causa das situações adultas que são mostradas no filme (Síndrome consegue ser o vilão mais realista que a Pixar criou), De todos os filmes que a Pixar fez na década passada, este gostava muito de ver uma sequela.

Carros (2006);


Este era suposto estrear no inverno de 2005 (até o 1 º trailer surgiu juntamente com “The Incredibles – Os Super-heróis”), mas por causa do acordo Disney-Pixar que terminou com a compra do estúdio em 2006, o filme teve de ser adiado para o verão de 2006, por causa das compras dos DVDS na altura do Natal. “Carros” é um projeto de sonho do realizador John Lasseter, porque ele adora veículos, para além de colecionar brinquedos (como se viu nos 2 primeiros “Toy Story”).

Apesar do filme ter sido um sucesso nas bilheteiras, houve alguns críticos que acharam o roteiro fraco e voltado para os mais novos. Eu não acho, porque quando vi o filme pela 1 ª vez num DVD pirata, e sempre que o vejo, eu vejo mais uma grande história da Pixar com uma grande moral sobre aprender a abrandar na vida. Emociono-me quando ouça a canção “Esta Terra” em que Sally conta a Mcqueen o passado da cidade de Radiator Springs e a evolução do Mcqueen de arrogante para compreensivo está muito bem feita.

É claro que é estranho ver um mundo habitado só por veículos antropomórficos (sempre que vejo os filmes, pergunto-me como é que eles pegam em coisas, escrevem, telefonam, se não tem mãos?), nada comparado com os filmes anteriores do estúdio até este. Foi nomeado ao Óscar de Melhor Filme de Animação, mas perdeu para “Happy Feet” (2006), que também é um filme muito bom.

Ratatui (2007);


Dirigido por Brad Bird, o mesmo de “The Incredibles – Os Super-Heróis”, pode-se dizer que é um filme “delicioso de se ver”. Quando vi o 1 º trailer, em 2006, mais ou menos na altura de “Carros”, pensava que era só as aventuras de um rato na cozinha, até saber de que se tratava a sinopse. Curioso é que o conceito deste filme veio de Jan Pinkava, realizador do curta da Pixar “O Jogo de Geri” (1997) mas por causa de problemas de roteiro, ele foi substituído por Brad Bird. Vi o filme pela 1 ª vez, num DVD pirata na altura em que estreou nos cinemas, e mais tarde quando foi lançado em DVD, e adorei. O filme tem um roteiro inteligente, mérito de Brad Bird, com uma premissa absurda e típica da Pixar. Remy e Linguini formam outra das duplas mais divertidas da Pixar, mas grande destaque vai para o critico de culinária Anton Ego, com cada deixa que dá, além do seu comentário bastante interessante sobre o trabalho dos críticos (e a cena em que ele se lembra de ter comido uma comida muita saborosa como a que ele estava a comer naquele momento, brilhante).

Wall-e (2008);


Dirigido por Andrew Stanton, o mesmo de “À Procura de Nemo”, lembro-me que, depois de ter visto o 1 º trailer, lançado na mesma altura em que “Ratatui” estreou nos cinemas, fui pesquisar sobre este filme, e fiquei impressionado ao saber que, neste filme, metade das cenas ia ter diálogos, ao contrario dos anteriores do estúdio. Vi este filme nos cinemas e adorei (até fiquei preocupado com o Wall-e no 3 º ato do filme). O filme é uma bela história de amor entre 2 robôs com uma mensagem forte sobre a Protecção do Meio Ambiente (apesar que Andrew Stanton queria mostrar que o Amor Irracional consegue vencer a Programação da Vida). Os efeitos sonoros deste filme são espantosos, mérito de Ben Burtt, vencedor de Óscares de Efeitos Sonoros, pela saga Star Wars, “E.T. – O Extraterrestre” (1982), Indiana Jones e “Alien – O 8 º Passageiro” (1979), entre outros. E também a canção dos créditos do filme “Down to Earth” cantada por Peter Gabriel é linda.

Up- Altamente! (2009);


Dirigido por Pete Docter, o mesmo de “Monstros e Companhia”, quando soube da história, em 2007, parecia engraçada. E em 2008, lembro-me de ver as primeiras imagens do filme e ficar impressionado ao ver uma casa amarrada com balões que até voa. Até vi o 1 º trailer, lançado na internet na altura em que “Wall-e” estreou nos cinemas, e ter ficado “Ok…”. Vi o filme nos cinemas e é mesmo bonito. Eu emociono-me com a vida de casados do Carl e da Ellie no inicio do filme e com a própria mensagem do filme. “A Aventura está Aí” como o vilão Charles Muntz dizia, quando era um herói. Curioso é que foi o 2 º filme de animação (o 1 º foi “A Bela e o Monstro”, 1991, da Disney) e o 1 º da Pixar a ser nomeado ao Óscar de Melhor Filme, mas não conseguiu ganhar.

Toy Story 3 (2010);


Como tinha dito no que falei em “Toy Story 2 – Em Busca de Woody”, não me importava o 2 º filme fosse o ultimo da saga. Quando vi o trailer, na altura em que “Up- Altamente” estreou nos cinemas, fiquei curioso em saber sobre a nova aventura de Woody e Buzz. Quando saiu o 2 º trailer, uns meses depois, queria saber como os brinquedos vão resolver a situação sobre o Andy ter crescido, e notei a ausência da maior parte dos brinquedos do Andy e da Molly, especialmente a Bo Peep (Só percebi o que lhes aconteceu quando vi o filme).

Vi o filme e ele merece o lugar de melhor filme e sequela em filme da Pixar, até agora (para mim ainda continua a ser a única sequela em filme da Pixar que supera o anterior, ou anteriores no caso deste). E podia ser o final perfeito da trilogia, eu não me importava. Dirigido por Lee Unkrich, não me emocionei com nenhuma cena neste filme (mas tal como “Wall-e”, eu fiquei preocupado com os brinquedos quando estavam na lixeira) mas fiquei feliz com o final. O Lotso consegue ser o vilão mais detestável que a Pixar criou (talvez pior que o Síndrome de “The Incredibles – Os Super-Heróis” ou o Hopper de “Uma Vida de Insecto”). Foi o 2 º filme da Pixar e o 3 º filme de animação, até agora, a ser nomeado ao Óscar de Melhor Filme, mas perdeu.

Carros 2 (2011);


Estava previsto que um dia isto ia acontecer. Após 16 anos de grande entretenimento familiar de qualidade, a Pixar fez o seu 1 º, digamos, “falhanço”, e logo quando iam começar a fazer sequelas de outros filmes seus para além de “Toy Story”. Muita gente pode pensar que o filme foi feito só para ganhar dinheiro, mas John Lasseter, que dirigiu esta sequela, explicou na altura em que anunciou o filme, que a ideia veio quando ele estava na Europa a promover o 1 º “Carros”, em que ao ver as cidades europeias, começou a imaginar o que o Mate fazia nessa situação. A parte de espionagem foi adicionada depois, quando Lasseter incluiu um personagem descartado do 1 º filme, Finn McMissile (ia aparecer num final alternativo do 1 º filme em que Mcqueen e Sally estavam a ver um filme de espionagem protagonizado por ele, que era para ser um personagem fictício do universo dos filmes).

É a única sequelas da Pixar que muitos de nós, fás da Pixar, sabemos que está abaixo do anterior. O filme fez, sem querer, algo que nenhuma sequela da Pixar fez e, na minha opinião, voltou a fazer, que é fugir ao que os fás adoravam do 1 º filme.

Mate não resulta muito bem como protagonista. Ele ainda continua engraçado, mas não mostra um lado dramático para o espectador emocionar como os protagonistas dos outros filmes do estúdio. Eu gosto do 2 º filme mais por causa do humor, as cenas de ação, a própria ideia de Mcqueen e Mate viajarem no mundo por causa da World Gran Prix (que se perde um bocado por causa do tema de espionagem) e a parte técnica (típico da Pixar). No entanto, o 2 º filme é como muita gente diz sobre o franchise “Carros” (eu não acredito no que dizem no 1 º filme): Só é engraçado, mais nada.

Foi o 1 º longa metragem da Pixar a não ser nomeado ao Óscar de Melhor Filme de Animação e é o único filme da Pixar a receber uma classificação “Podre” no site Rotten Tomatoes, até agora. Por causa da má receção deste filme que muita gente tinha medo que o 3 º fosse pior até lançarem os primeiros trailers da nova aventura de Mcqueen. Além disso, aquelas spin-offs dos “Aviões”, idealizado por John Lasseter para a Disney, na minha opinião, só manchou ainda mais a reputação do franchise “Carros”.

Brave- Indomável (2012);


Originalmente chamado de “The Bear and the Bow” (“O Urso e o Arco” traduzido) e idealizado originalmente por Brenda Chapman, que dirigiu para a Dreamworks “O Príncipe do Egipto” (1998), o filme passou por problemas de produção que levou Chapman a ser substituída por Mark Andrews na realização (ela tornou-se a corealizadora do filme).

Apesar da premissa, da relação entre Mérida e a mãe, do universo em que o filme se passa e da parte técnica serem muito bons, a história está boa e comovente, mas não muito excelente. Nota-se neste filme umas referencias ao filme da Disney “Kenai e Koda” (2003). Mas tudo bem porque foi o resultado final, ou seja, foi o melhor que conseguiram fazer (eu gostei). O filme até venceu no Óscar de Melhor Filme de Animação e Mérida faz parte das Princesas Disney (A 1 ª da Pixar a conseguir isso).

Monstros – A Universidade (2013);


A 1 ª prequel da Pixar. Dirigido por Dan Scalon, o filme conta a história de como Sulley e Mike se conheceram, antes dos eventos de “Monstros e Companhia”. Até foi elogiado por diversos críticos e fás, mas há metade que não gostou porque não percebeu porque razão precisamos de saber como Sulley e Mike se conheceram e que queriam ver uma sequela com a Boo. Eu vi o filme e gostei, não tem nada de mal na história (Eu acho que também está ao mesmo nível que o 1 º, tal como “Toy Story 2 -Em Busca de Woody”). Até emociona um bocado. É claro que para quem viu “Monstros e Companhia”, já sabe o que o Mike vai ser no final deste filme. Além disso, não estou a ver onde a história de Sulley e Boo pode continuar. Para mim já está concluída no 1 º filme. Tal como “Carros 2”, o filme não foi nomeado ao Óscar de Melhor Filme de Animação, o que foi uma pena porque merecia pelo menos.

Divertidamente (Inside Out) (2015);


Dirigido por Pete Docter, o mesmo de “Monstros e Companhia” e “Up - Altamente”, o filme marca temporariamente um retorno à criatividade excelente que o estúdio nos habituou nas décadas passadas. Tem uma premissa bastante curiosa e uma história bastante comovente e engraçada, com uma mensagem bonita que infelizmente muita gente não segue porque pensa que a tristeza é uma coisa má quando na verdade é boa e necessária. Além disso, eu emociono-me quando vejo a Riley a contar aos pais o que sente, no final.

A Viagem de Arlo (2015);


Tal como “Brave - Indomável”, este filme foi idealizado por Bob Peterson, co-realizador de “Monstros e Companhia”, “À Procura de Nemo” e “Up - Altamente”, mas por problemas de roteiro, levou à substituição por Peter Sohn na realização. Mesma coisa que digo de “Brave, Indomável”: Premissa, universo, parte técnica, foco principal excelentes, roteiro bom e comovente, mas não muito excelente.

Nota-se que este filme tem muitas referencias aos clássicos da Disney, “O Rei Leão” (1994), “Kenai e Koda”(2003), “Lilo e Stitch” (2002) e notei um bocado “O Livro da Selva” (1967). Mas digo o mesmo que disse no “Brave- Indomável”: Foi o melhor que conseguiram, não precisavam de fazer mais nada, eu gostei. Apesar que algumas pessoas não gostaram do final, mas eu gostei porque achei que eles queriam mudar um bocado a tradição de amizades dos seus filmes. Tal como “Carros 2” e “Monstros – A Universidade”, não foi nomeado ao Óscar de Melhor Filme de Animação, enquanto “Divertidamente (Inside Out)”, que estreou no mesmo ano, foi nomeado e até ganhou esse Óscar. Espero que este filme não se torne “esquecido” como “Uma Vida de Insecto”.

À Procura de Dory (2016);


Dirigido por Andrew Stanton, o mesmo do 1 º “À Procura de Nemo” e de “Wall-e”, o filme mostra Dory, com a ajuda de Marlin e Nemo, a tentar encontrar os seus pais enquanto descobrimos, juntamente com ela, o seu passado. Tal como “Monstros – A Universidade”, o filme foi bastante elogiado pelos críticos e fás, mas há metade que não gostou, dizendo que Dory estava irritante com as suas recuperações de memória neste filme, além que acharam que Marlin tinha voltado a ser o super-protector no inicio do 1 º filme, parecendo que não aprendeu nada no 1 º filme. Eu vi o filme e gostei, não vejo nada de mal na história (Eu acho que também está ao mesmo nível que o 1 º, tal como “Toy Story 2 -Em Busca de Woody”). E olha que emociona. Tal como “Carros 2”, “Monstros- A Universidade” e “A Viagem de Arlo”, também não foi nomeado ao Óscar de Melhor Filme de Animação, que também é uma pena.



Para além de “Carros 3”, que estreia a 20 de Julho aqui em Portugal, ainda vamos ter “Coco”, que vai estrear na altura do Natal deste ano, “The Incredibles 2”, a tão aguardada sequela do filme de 2004 da família de super-heróis da Pixar, em 2018 e “Toy Story 4”, a 4 º e ultima parte das aventuras de Woody e Buzz, em 2019. Vejam as minhas expectativas quanto a “Carros 3” e os próximos filmes do estúdio até 2019.

Qual é ou quais são os vossos filmes preferidos da Pixar? Qual é a vossa opinião sobre eles? Digam nos comentários.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Pixar – As Curtas


Olá e sejam bem-vindos á 2 º parte do especial da Pixar. Leiam a intro para perceberem o que estou a fazer. E preparem-se para a 3 ª e ultima parte deste especial em que vou falar dos longa-metragens. Não percam!

Antes de fazer longa-metragens aclamados, a Pixar fazia e continua a fazer curta-metragens. Antes de “Toy Story – Os Rivais”, a empresa fazia curtas animados, em festivais de animação ou de computação, para demonstrar como a animação por computador pode ser usada para criar óptimas histórias, mesmo que durem 10 minutos ou menos.

No seu 2 º longa-metragem, “Uma Vida de Insecto” (1998), a Pixar começou uma tradição que ainda ocorre nos dias de hoje no estúdio que é lançar uma curta metragem juntamente com o longa-metragem que estreia nos cinemas. Sempre que uma pessoa vai ver uma longa da Pixar, já sabe que antes do filme ser exibido, vem uma curta-metragem. E em VHS, DVD e Blu-Ray, eles criam uma curta-metragem que é uma sequela do longa-metragem que está a ser lançado nesse formato.

Mas adiante, eu irei falar só dos curtas originais. Não se preocupem que eu gosto das curtas que são sequelas de longas, mas só quero focar nas curtas originais porque foi com estas curtas que eles começaram.

Aviso: O nome dos personagens dos curtas (que não esteja no titulo do curta) foi dito pela própria Pixar.


As Aventuras de André e Wally B. (1984);


Criado em 1984, na altura em que era a LucasFilm Graphics, “As Aventuras de André e Wally B.” foi feito como um teste para mostrar como os 12 princípios da animação podiam ser inseridos em animação por computador. É claro que visto de hoje em dia, pode parecer que não tem história, afinal isto era apenas um teste de animação. Mas mesmo assim este curta é engraçado, apesar que gostava de saber que criatura é o André (o Wally B. é a abelha.).

Luxo Jr. (1986);


“Em 1986, a Pixar fez o seu 1 º curta-metragem. É por isso que nós temos um candeeiro saltitante no nosso logo” é assim a mensagem que apresenta esta curta no seu relançamento com “Toy Story 2 – Em Busca de Woody” (1999). Com uma história simples e agradável, apresenta 2 candeeiros, o pai e o filho, em que o filho está a brincar com uma bola. Ele perde a bola mas encontra uma surpresa agradável. Dirigido por John Lasseter, um dos fundadores da Pixar, “Luxo Jr” fez uma coisa que nenhuma animação por computador tinha feito até á altura em que foi lançado, no festival de Sigraaph em 1986, que foi fazer as pessoas interessarem pela história e pelas personagens. Todas as outras animações (incluindo “As Aventuras de André e Wally B.”) eram só testes de animação por computador. Foi nomeado ao Óscar de Melhor Curta-Metragem de Animação, mas não ganhou o prémio. Não foi a toa que o candeeiro filho tornou-se a mascote do estúdio, aparecendo na icónica apresentação do estúdio, nos seus curtas e longas, a partir de 1995 (Apesar que em “Toy Story- Os Rivais”, 1995, só aparece no fim dos créditos).

O Sonho de Red (1987);


Um ano depois, “O Sonho de Red” foi lançado. Também dirigido por John Lasseter, esta curta foi feita por 3 motivos, animar cenas à chuva, criar o 1 º personagem “orgânico” (Lumpy, o palhaço) e cenas à noite, e conseguiram. A história é sobre um monociclo chamado Red, que vive numa loja de bicicletas. Ele sonha em tornar-se num artista de circo, mas tem que encarar a realidade (acaba com um final a desejar, mas convém lembrar que estavam no principio da carreira em termos de história). Lembro-me de ver este curta em criança e achava o palhaço Lumpy, no sonho do Red, assustador, mas deixei de ter medo.

Tin Toy (1988);


Um ano depois de “O Sonho de Red”, chegou a vez de “Tin Toy”. Este curta teve a proeza de animar pela 1 ª vez um personagem humano. Também dirigido por John Lasseter, conta a história de Tinny, um brinquedo musical, que está ansioso por ser brincado pelo seu novo dono, um bebé chamado Billy. Mas quando descobre que o seu novo dono ainda não sabe brincar com brinquedos, ele foge de medo. Mas ao ver o bebé a chorar, percebe que esta a fazer o oposto do que um brinquedo deve fazer (fazer uma criança feliz) e decide anima-lo. Engraçado e lindo, este curta fez com que a Pixar ganhasse o seu 1 º Óscar de Melhor Curta Metragem de Animação, o 1 º curta animado em computador a ganhar esse prémio. E chamou atenção à Disney para fazer a colaboração com a Pixar. Metade das pessoas acha que o bebé Billy é assustador (naquela altura era difícil animar humanos) mas eu nunca o achei assustador.

Knick Knack (1989);


Também dirigido por John Lasseter, este curta foi feito com um baixo orçamento, depois do tecnicamente avançado “Tin Toy”. O curta é um tributo divertido aos curtas dos Looney Tunes e conta a história de um boneco de neve de plástico que quer sair do seu globo de neve para se juntar a uma boneca. Ele consegue sair mas têm uma surpresa desagradável para ele, mas hilariante para o espectador. Este curta foi relançado nos cinemas com “À Procura de Nemo” (2003), para reduzir os peitos das bonecas, porque John Lasseter achava que aquilo, hoje em dia, ultrapassava o limite do que ele podia mostrar ás crianças, agora que é pai.

O Jogo de Geri (1997);


Durante a produção de “Toy Story – Os Rivais” (1995), a Pixar teve que interromper a produção dos curtas para concentrarem-se na 1 ª longa-metragem animada por computador. Depois desse filme, eles voltaram para os curtas com “O Jogo de Geri”. O 1 º curta com um protagonista humano e dirigido pelo animador Jan Pinkava, conta a história de um senhor idoso chamado Geri que gosta de jogar xadrez consigo próprio, num parque. Mas joga fazendo de 2 personagens: num, usa óculos e é humilde, noutro não usa óculos e é arrogante. Com uma história muito divertida, este curta conseguiu a proeza de “levar a animação de humanos e de roupas a novas alturas”. E conseguiram, ganhando o seu 2 º Óscar de Melhor Curta Metragem de Animação. Este curta começou a tradição do estúdio de lançar uma curta metragem sua juntamente com uma longa seu nos cinemas, neste caso, foi com o 2 º longa-metragem do estúdio “Uma Vida de Insecto” (1998). Também Geri, mais tarde apareceu em “Toy Story 2- Em Busca de Woody” (1999), como o restaurador que repara o braço do Woody.

Coisas de Pássaros (2000);


Dirigido por um dos directores de arte da Pixar, Ralph Eggleston, este curta conseguiu a proeza de animar penas, ganhando o seu 3 º Óscar de Melhor Curta-Metragem de Animação. A curta conta a história de um grupo de pássaros que se sentem incomodados com a presença de um pássaro grande e começam a goza-lo. O pássaro grande não percebe que está a ser gozado e, ao juntar-se a eles, acaba por gerar uma situação na qual os pássaros pequenos acabam por ser eles gozados. Com uma moral engraçada, este curta foi lançado nos cinemas com “Monstros e Companhia” (2001).

Saltitão (2003);


Dirigido por Bud Luckey, artista da Pixar que teve a ideia de fazer o Woody um cowboy nos filmes “Toy Story”, “Saltitão” foge um bocado aos curtas originais do estúdio por ser o 1 º curta-metragem original com diálogos. Contado em forma de rimas, o curta conta a história de um carneiro que gostava muito de dançar, mas teve o seu pelo tosquiado pela 1 ª vez e sente-se um ninguém sem o seu pelo. Um coelholope, uma criatura do deserto americano, passa por lá e ao conhecer o carneiro, aconselha-o a não parar de dançar mesmo com o pelo tosquiado, ensinando a saltar na vida, literalmente. Lançado nos cinemas com “The Incredibles – Os Super-Heróis” (2004), o curta tem uma história muito linda com uma animação dos pelos bem realista.

O Homem-Orquestra (2005);


Dirigido pelos artistas Mark Andrews (que anos mais tarde iria dirigir “Brave- Indomável”, 2012) e Andrew Jimenez, o curta passa-se numa cidade no séc. XV e conta a história de 2 homens-orquestras, o experiente Bass e o novato Treble, que disputam a moeda de uma menina adorável chamada Tippy, que quer atira a moeda numa fonte para pedir um desejo. Lançado nos cinemas com “Carros” (2006), o curta é bastante divertido, uma espécie de duelo de orquestras, com uma mensagem sobre o que se leva com discussões. Além disso, por ser dirigido por 2 dos artistas de “The Incredibles – Os Super-Heróis”, nota-se nos personagens do curta o design dos personagens do filme de 2004. Além disso, Treble lembra um bocado Clopin, o artista de rua cigano do filme “O Corcunda de Notre Dame” (1996) da Disney.

Rapinado (2006);


Lançado nos cinemas com “Ratatui” (2007) e dirigido pelo técnico de som vencedor de Óscares de efeitos sonoros Gary Rydstrom, que para além de trabalhar na Pixar, também fez os efeitos sonoros de outros filmes não-Pixar, como "Jurassic Park" (1993), o curta conta a história de um jovem extraterrestre chamado Stu que está a fazer um teste de levar humanos para a nave (uma espécie de teste de condução para extraterrestres), usando um agricultor a dormir. O engraçado neste curta está na personalidade de Stu (completamente nervoso com medo de chumbar e num momento de desespero, se esfrega nos botões) e do seu supervisor Mr. B (só demonstrando aborrecimento).

Presto (2008);


Dirigido pelo animador Doug Switzerland e lançado nos cinemas com “Wall-e” (2008), este curta, tal como “Knick Knack”, é um óptimo tributo aos curtas dos Looney Tunes, do Tom & Jerry, etc… Também como Doug Switzerland trabalhou em “Ratatui” (2007), nota-se nos humanos do curta o visual dos humanos do filme. O curta é mesmo engraçado, um duelo cómico estilo Tom & Jerry entre o mágico Presto e o seu coelho de estimação Alec, porque Presto está tão concentrado na fama que vai ter que nem pensa em alimentar Alec com uma cenoura. No fim, os 2 tem o seu final feliz.

Parcialmente Nublado (2009);


Lançado nos cinemas com “Up- Altamente” (2009) e dirigido pelo animador Peter Sohn (que anos mais tarde iria dirigir “A Viagem de Arlo”, 2015), o curta explica a seguinte pergunta: De onde é que as cegonhas trazem os bebés, tanto humanos como animais. Resposta: São as nuvens que os criam. O curta, engraçado e adorável, envolve uma nuvem cinzenta simpática chamada Gus que está encarregado de criar bebés “perigosos” (crocodilos, porcos-espinhos, carneiros-da-montanha, etc…), para desgraça da cegonha encarregada de os levar aos pais, Peck. No entanto, apesar de sofrer de maneira hilariante, Peck acaba por arranjar uma solução para não deixar Gus, desiludido (Além que o curta “explica” de onde vem a trovoada e chuva).

Dia e Noite (2010);


Lançado nos cinemas com “Toy Story 3” (2010) e dirigido pelo artista Teddy Newton, o curta faz uma coisa incrível: Misturar a animação tradicional (eles já tinham feito essa técnica com “O Teu Amigo Rato”, curta do filme “Ratatui” que aparece no DVD desse filme) com a animação computorizada (Não sei explicar como fazem neste curta. É melhor verem). Também é o 2 º curta que tem diálogos (o 1 º foi “Saltitão”, lembrem-se), mas mais para o fim. É uma gravação de um locutor motivacional americano chamado Dr. Wayne Dyer que fala sobre o medo e a beleza do desconhecido (Na versão portuguesa, pasmem, é o jornalista da SIC, Rodrigo Guedes de Carvalho que diz isso na versão portuguesa). O curta mostra o Dia e a Noite que quando se conhecem, começam com o pé esquerdo, mas ao ver as maravilhas que o outro tem, tornam-se logo amigos. O dialogo perto do fim e o próprio final são a cereja no topo do bolo deste curta espantoso.

La Luna (2011);


Lançado nos cinemas com “Brave- Indomável” (2012) e dirigido pelo artista italiano Enrico Casarosa, o curta tem um estilo com uma sensibilidade inspirada no livro “O Principezinho” de Antoine de Saint-Exupéry e na magia do cinema de animação de Hayao Miyazaki. A história envolve um rapazinho, Bambino, que vai com o pai, Papà, e o avô, Nonno, ver o trabalho deles que é limpar a Lua de estrelas. Como o pai e o avô são de gerações diferentes, Bambino tem de encontrar o seu próprio caminho na sua primeira ida ao trabalho. Tem diálogos, mas é à base de coisas sem sentido. Mas é um curta muito bom que desperta a infância em nós.

Guarda-Chuva Azul (2013);


Lançado nos cinemas com “Monstros – A Universidade” (2013) e dirigido por um dos membros do departamento técnico da Pixar, Saschka Unseld, o curta usa um sistema de renderização que lembra um filme live-action. O curta é uma bela historia de amor entre 2 guarda-chuvas, um azul e uma vermelha, e usa a ilusão de pareidolia para criar as personagens que são objectos inanimados (e nunca mostra a cara dos humanos). E é engraçado que o casal de guarda-chuvas usam cores contrarias ao Faisca Mcqueen e à Sally de “Carros” (2006).

Lava (2014);


Lançado nos cinemas com “Divertidamente (Inside Out)” (2015) e dirigido pelo animador James Ford Murphy, o curta também é uma bela história de amor mas entre 2 vulcões, o Uku e a Lele (Sim, vocês sabem que palavra dá se juntarmos os nomes). Ouvi dizer que há pessoas que acharam que este curta tinha uma história mal desenvolvida. Eu não acho porque vi o curta e pareceu-me muito bom como os outros do estúdio. É o terceiro curta-metragem original do estúdio com diálogos, mas diálogos mesmo como em “Saltitão”, mas a cantar.

Sanjay Super Equipa (2015);


Lançado nos cinemas com “A Viagem de Arlo” (2015) e dirigido pelo artista indiano Sanjay Patel, o curta conta a história de um rapaz indiano chamado Sanjay que vive com o pai num motel americano e vê-se dividido nos desenhos animados americanos de super-heróis e na religião da sua família, o hinduísmo, que o pai lhe obriga a mostrar. Quando Sanjay sem querer apaga uma vela durante a pratica de Hinduismo da família, ao acende-la outra vez, ele imagina-se a defender um templo hindu com os deuses indianos Vishnu, Durga e Hanunman contra o espirito do mal Ravana (tudo deuses verdadeiros). No fim, Sanjay percebe a importância da sua religião. O curta é uma auto-biografia do realizador do curta sobre a sua infância e está muito bem conseguido. Imagino como seria se as figuras da minha religião, o cristianismo (não que eu ligue ás religiões, mas respeito-as), fossem super-heróis, tal como o Sanjay imagina os deuses hindus.

Piper (2016);


Lançado nos cinemas com “À Procura de Dory” (2016) e dirigido pelo animador Alan Barillaro, o curta conta uma simples e adorável historia sobre um filhote de escolopacídeo que quer arranjar comida pela primeira vez, mas tal como os da sua espécie que moram numa praia, tem medo quando o mar bate na areia e molha-o. É uma bela história sobre enfrentar os nossos medos e, pela 1 ª vez em 15 anos, a Pixar ganhou o seu 4 º Óscar de Melhor Curta-Metragem de Animação.



Estou ansioso de ver “Lou” que vai ser exibido com “Carros 3” nos cinemas. Uma coisa curiosa que surgiu no mês passado, é que a Disney vai lançar uma curta do filme “Frozen – O Reino do Gelo”, chamada “Uma Aventura de Olaf”, juntamente com o filme “Coco” da Pixar, que estreia no Natal.

E vocês? Já viram algumas destas curta-metragens? O que acharam sobre elas? Digam nos comentários.

domingo, 9 de julho de 2017

Pixar - Intro


“Onde a História é Rei” - Lema

Originalmente criada como uma subsidiaria da Lucasfilm chamada The Lucasfilm Graphic Group em 1979, a Pixar Animation Studios foi fundada em 1986 por 3 pessoas, apaixonadas por computação e informática: O criador da Apple, Steve Jobs, o ex-animador da Disney, John Lasseter, e o engenheiro de softwares, Edwin Catmull.


Os Fundadores: (da esq. para dir.) Edwin Catmull, Steve Jobs e John Lasseter.

O que começou como uma pequena empresa independente que a intenção original era vender produtos de informática, 31 anos depois, se tornou num dos estúdios de animação mais icónicos da História do Cinema ao criarem a 1 º curta-metragem feita em computador, “Luxo Jr.” (1986), e 9 anos depois, a 1 º longa-metragem animada por computador, “Toy Story – Os Rivais” (1995).

Em 1991, fizeram um acordo com a Disney para esta distribuir os longa-metragens que ia começar a produzir. Mas após algumas divergências criativas com o executivo da Disney na altura, Michael Eisner, o estúdio foi comprado pela Disney nas mãos do novo executivo Bob Iger que deixou-os fazer os filmes tal como sempre fizera.

Nos anos 90 e na década de 2000, o estúdio demonstrou o talento que tem a criar histórias inteligentes, engraçadas e comoventes capazes de agradar famílias, com uma parte técnica impecável e easter eggs engraçados que metem escondidos nos filmes. Mas desde 2011, vários fás têm notado uma suposta crise criativa no que toca a histórias. Mas o estúdio tem demonstrado que consegue dar a volta por cima (varias vezes).

Neste més, estreia o seu mais recente filme, “Carros 3”. Como fá do estúdio que eu sou, irei fazer um especial de 3 partes em que vou fazer uma lista sobre as curtas originais e os longa-metragens do estúdio. As 3 partes irão ser lançadas em 3 dias: hoje tem a intro, amanhã irá ter a lista das curta-metragens originais, e depois de amanhã, a lista das longa-metragens.

Convém lembrar que não vou fazer estas listas por ordem de preferência porque não gosto de fazer estas listas por ordem de preferências, por isso vou faze-las por ordem em que foram lançadas, tal como fiz das longas do Hayao Miyazaki (mas acho que algum de vocês sabe qual é a longa da Pixar que está sempre no fundo das listas por ordem de preferências, cuja nova aventura estreia este mês).

Agora chegava a altura de dizer uma frase icónica de um filme da Pixar, mas vou dizer só boa sorte e não percam as 2 partes que vem a seguir.