quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Trailer de "O Amarelo É Proibido"

Porque é que "O Gigante de Ferro" fracassou injustamente nas bilheteiras?


Aviso: Eu sei que tentei falar sobre o fracasso injusto do filme aqui. Mas na verdade, o video era apenas a opinião do TJR sobre o fracasso financeiro do filme. Mas ele tem razão no que disse no video: Brad Bird estava a puxar a Warner por inovação nas animações do que imitação da Disney, e não conseguiu. E desculpem se parecer que eu estou a repetir a mesma coisa que disse há uns meses atrás. E não se preocupem que não vai haver spoilers do filme.


Como os fás de Animação sabem, "O Gigante de Ferro" (1999), quando foi lançado nos cinemas, foi bastante elogiado pelos críticos, mas foi um fracasso injusto na bilheteira.

Mas porque é que esta obra-prima fracassou nas bilheteiras e como é que agora virou um clássico do Cinema e da Animação?


Em 1994, a Warner Bros. Pictures criou um departamento de longas de animação para cinema, chamada de Warner Bros. Feature Animation, para concorrer com o sucesso da Era da Renascença da Disney.

Enquanto trabalhavam na parte de animação do filme "Space Jam" (1996), eles estavam a trabalhar no seu primeiro longa de animação, "A Espada Mágica" (1998).

"A Espada Mágica" foi lançado nos cinemas e se tornou um fracasso crítico e comercial.

Por causa disso, a Warner Bros. Pictures não daria a Brad Bird e a sua equipe de "O Gigante de Ferro", que era o 2 º longa de animação do estúdio, uma data de lançamento do filme até Abril de 1999.

Mas depois de sessões-testes do filme, os executivos ficaram chocados ao saberem que os resultados das sessões-teste foram bastante positivos.

Para piorar, eles tinham negligenciado a elaboração de uma estratégia de marketing bem-sucedida para o filme - como cereais e fast-food - com pouco tempo antes do lançamento previsto nos cinemas.

E tinham produzido apenas um cartaz de teaser para o filme, que se tornou o seu poster eventual (cliquem aqui para saberem ou lembrarem-se como é).

Brad Ball, a quem foi atribuído o papel de marketing do filme, foi franco após o seu lançamento, observando que a Warner não se comprometeu com um plano de linha de brinquedos planeado para o Burger King.

Numa entrevista à IGN, Bird afirmou que se tratava de "uma péssima campanha de marketing de proporções épicas nas mãos da Warner Bros., eles simplesmente não percebiam o que eles tinham nas mãos".

A Warner precisava de uma abertura de US $ 8 milhões para garantir o sucesso, mas não conseguiu promovê-lo adequadamente antes do lançamento. Eles quase atrasaram o filme por vários meses para se preparar melhor.

"Eles disseram: 'nós deveríamos atrasar-lo e preparar o seu lançamento,' e eu disse 'vocês tiveram dois anos e meio para se prepararem para isso'", lembrou Bird.

E o filme foi um fracasso de bilheteira como resultado da campanha de marketing apressada.

Por causa da asneira que os executivos fizeram com "O Gigante de Ferro", a Warner Bros. Feature Animation deixou de produzir longas de animação para cinema e continuou a investir na animação de filmes live-action/animação ("Osmosis Jones", 2001, e "Looney Tunes: De Volta à Ação", 2003), antes de terem fechado o estúdio, em 2003.

No entanto, em 2013, o estúdio foi restabelecido como Warner Animation Group, com o seu primeiro filme sendo "O Filme Lego" (2014). E até agora, estão a ter sucesso nas bilheteiras.

Nota: Os filmes de animação distribuídos pela Warner Bros. como por exemplo, "Polar Express" (2004), "Happy Feet" (2006) e a sua sequela lançada em 2011, foram produzidos por outros estúdios de animação.


Mas como é que agora "O Gigante de Ferro" é um clássico do Cinema e da Animação?

Simples assim: O filme teve uma segunda chance nas exibições americanas em TV e nos lançamentos em VHS e DVD e isso levou a ser considerado um clássico do Cinema e da Animação.

E em países não-ingleses (por exemplo, aqui em Portugal), fás da Pixar ficaram a conhecer este filme, ao saberem que "The Incredibles - Os Super-Heróis" (2004) não foi o 1 º filme dirigido por Brad Bird. Eu confesso que sou um desses fás.

Eu gosto de acreditar que o filme virou uma coisa única, assim como "O Estranho Mundo de Jack" (1993), da Disney.

E Brad Bird, em 24 de Julho de 2018, explicou porque o filme não teve uma sequela.


Vocês já viram este filme? Se sim, o que acharam? Não se esqueçam de comentar e até à vista, amigos (Quando virem o filme pela 1 ª vez, vão perceber porquê eu disse isto).

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Stan Lee: A Moral De Uma História (De Vida)

A Biografia do Pai da Marvel feita pelo Meteoro Brasil:


Chuck Jones não gostou de "Space Jam".


Ah. "Space Jam" (1996). O filme cult dos anos 90, que mistura live-action e animação, baseado no anuncio da Nike de 1993 protagonizado por Michael Jordan e Bugs Bunny (cliquem aqui para saberem como era o anuncio).

Eu gostava de ver este filme quando era criança. Porque tinha os Looney Tunes e mostrava eles a conviverem com pessoas a sério, ou seja, nós.

Mas quando cheguei aos 18 anos e revi o filme, não me pareceu tão bom como vi quando era criança. Agora a minha opinião sobre este filme é estranha. Eu gosto do filme como ao mesmo tempo não gosto. Mas não sou o único.

Porquê?

Embora o filme é considerado o filme de basquetebol de maior orçamento de sempre e um ícone dos anos 90, o filme recebeu críticas negativas dos críticos que ficaram divididos sobre a ideia de combinar Michael Jordan e a sua profissão de jogador de basquetebol com os personagens Looney Tunes.

E ainda recebe, quando bloggers e youtubers fazem criticas retro a este filme.

Mas a pessoa que mais detestou o filme foi o Chuck Jones.

"Quem é esse?" Devem estar a perguntar?

Se vocês cresceram como eu, provavelmente deviam ter visto muitas curtas dos Looney Tunes nas manhãs de fim-de-semana da RTP1 e/ou nas cassetes/DVDs de "Warner Kids". E se prestaram atenção aos créditos devem reconhecer este nome: Charles M. Jones, Charles Jones ou Chuck Jones.


Charles Martin "Chuck" Jones (Spokane, 21 de Setembro de 1912 — Corona Del Mar, 22 de Fevereiro de 2002) foi um animador, director cinematográfico, produtor, roteirista e cartunista americano, mais memorável pelo seu trabalho nas curta-metragens das séries Looney Tunes e Merrie Melodies na Warner Bros.

Cliquem aqui para saberem mais sobre o trabalho dele. Vale a pena ver este video, confiem em mim.



Voltando ao assunto sobre "Space Jam"...

De acordo com o blogger Trevor Thompson, Chuck Jones, foi altamente crítico em relação ao filme.

Numa entrevista em 1998 com Thompson, ele expressou a sua opinião de que o filme era "terrível" e disse que, como um homem que trabalhou com os personagens por quase trinta anos, a história foi profundamente fraca. 

"Eu posso lhe dizer, com a máxima confiança", ele disse, "Porky Pig nunca diria 'Fiz Chichi".

Jones acrescentou que, se o filme tivesse sido mais fiel ao material original, Bugs Bunny não teria contado com a ajuda de Michael Jordan ou dos outros Looney Tunes para derrotar os Monstars" e, além disso, não teria levado uma hora e uma metade. Aqueles extraterrestres, fossem minúsculos ou colossais, teriam sido derrotados em pouco tempo no prazo de sete minutos".


Antes que os fás de "Space Jam", comecem a criticar, SIM, ele tem razão.

Lembrem-se que nas curtas do Bugs Bunny, ele enfrentava vilões ou predadores colossais.

Ursos, Touros, Humanos mais altos que o Elmer Fudd e o Yosemite Sam, etc...

Ele derrotava-os a todos, mesmo estando sozinho e sendo mais pequeno do que eles.


E finalmente, Jones contou que após o lançamento do filme ele foi convidado para um jantar na Warner Bros. Studio Lot com os executivos que produziram o filme, e foi convidado a fazer um discurso acerca da sua opinião sobre o filme.

No jantar, Jones tentou dar a sua opinião honesta de uma maneira educada e respeitosa, mas antes que ele pudesse terminar, a segurança da Warner Bros. começou a "escoltá-lo".


Então, o que aprendemos aqui?

Vejam "Looney Tunes: De Volta à Ação" (2003). 


Pode não ser uma obra-prima do Cinema ou ter feito sucesso nas bilheteiras como "Space Jam" fez, mas, ao contrario do filme de basquetebol, fez um óptimo trabalho em ser se fiel ás curtas clássicas.

O realizador do filme, Joe Dante (conhecido por dirigir filmes como "Gremlins - O Pequeno Monstro", 1984), fez o filme, como um tributo ao Chuck Jones.

Ele e o roteirista Larry Doyle queriam que o filme fosse o "Anti-Space Jam", já que Dante também ODIAVA o filme pela maneira de como representou os Looney Tunes e as suas personalidades.

Dante disse "Eu estava a fazer um filme para eles (Warner Bros.) com esses personagens (Looney Tunes: De Volta à Ação) e eles não queriam saber sobre esses personagens. Eles não queriam saber por que o Bugs Bunny não deveria fazer hip-hop. Foi uma experiência bastante sombria ao redor."

E, como eu tinha dito há uns meses atrás, esse filme é a melhor passagem dos Looney Tunes no cinema. Melhor que “Space Jam”.

O que acharam desta história? Gostam de "Space Jam"? Não gostam? Já viram "Looney Tunes: De Volta à Ação"? Se viram, o que acharam?

Não se esqueçam de comentar. Até à Próxima!

Trailer Oficial de "Yardie"