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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Testes de Animação de "John Carter"

 Em 1931, o diretor Bob Clampett abordou Edgar Rice Burroughs, o criador de "Tarzan" e "John Carter" com a ideia de adaptar "John Carter" para uma série de desenhos animados.

Burroughs respondeu com entusiasmo, reconhecendo que uma produção em imagem real enfrentaria várias limitações para se adaptar com precisão, então ele aconselhou Clampett a escrever uma aventura animada original para John Carter.

Trabalhando com o filho de Burroughs, John Coleman Burroughs, em 1935, Clampett usou rotoscópia e outras técnicas desenhadas à mão para capturar a ação, traçando os movimentos de um atleta que executou os movimentos poderosos de John Carter na gravidade marciana reduzida, e projetou os Tharks de pele verde e de 4 braços para dar-lhes uma aparência verossímil.

Ele então produziu imagens deles cavalgando os seus Thoats de oito pernas a galope, que fazia com que todas as suas oito pernas se movessem em movimentos coordenados; ele também produziu imagens de uma frota de foguetes emergindo de um vulcão marciano.


A Metro-Goldwyn-Mayer lançaria os desenhos animados, e os chefes do estúdio ficaram entusiasmados com a série.

Os testes de animação, produzidas em 1936, receberam reações negativas de exibidores de filmes nos EUA, especialmente em cidades pequenas; muitos opinaram que o conceito de um terráqueo em Marte era uma ideia muito estranha para o público americano aceitar.

A série não recebeu autorização e Clampett foi incentivado a produzir uma série animada do Tarzan, uma oferta que mais tarde recusou.

Clampett reconheceu a ironia na decisão da MGM, já que a série de filmes "Flash Gordon", lançada no mesmo ano pela Universal Studios, foi um grande sucesso.

Ele especulou que a MGM acreditava que os seriados eram exibidos apenas para crianças durante as matinês de sábado, enquanto os contos de "John Carter" deveriam ser vistos por adultos durante a noite.


Os testes de animação produzidos por Clampett foram considerados perdidos por muitos anos, até que o neto de Burroughs, Danton Burroughs, no início da década de 1970, encontrou alguns dos testes nos arquivos da Edgar Rice Burroughs Inc.

Eis aqui:



Então é isso.

Um Bom Abraço e Até á Próxima!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Porque é que estes 2 atores de "Regresso ao Futuro" não voltaram para as sequelas?

 

Como todos nós sabemos, "Regresso ao Futuro" (1985) fez tanto sucesso nas bilheteiras que deu origem a 2 sequelas, "Regresso ao Futuro II" (1989) e "Regresso ao Futuro III" (1990), e que foram gravadas em simultâneo.

Mas quem são os 2 atores do 1º filme que não voltaram para as sequelas?


O 1º foi Crispin Glover, que interpretava George McFly, o pai do Marty (Michael J. Fox), o protagonista dos filmes.


Ele manifestou interesse, mas não conseguiu chegar a um acordo com os produtores quanto ao seu salário.

Ele afirmou numa entrevista em 1992 no "The Howard Stern Show" que a oferta mais alta dos produtores foi de US$ 125.000, menos da metade do que foi oferecido aos outros membros do elenco que regressaram.

Desde então, Gale afirmou que as exigências de Glover eram excessivas para um ator do seu status profissional na época.


Mas, numa entrevista ao programa "Opie and Anthony" em 2013, Glover afirmou que a principal razão para não fazer as sequelas foi uma discordância filosófica sobre a mensagem do 1º filme; Glover sentiu que a história recompensou os personagens com ganhos financeiros, como a carrinha do Marty, em vez de amor.


Em vez de excluir George do filme, Zemeckis usou imagens filmadas anteriormente de Glover do primeiro filme, bem como novas imagens do ator Jeffrey Weissman, que usou próteses, incluindo queixo, nariz e maçãs do rosto falsos para se parecer com Glover.

Várias técnicas foram usadas para ofuscar a filmagem de Weissman, como colocá-lo em segundo plano em vez de em primeiro plano, fazê-lo usar óculos escuros e pendurá-lo de cabeça para baixo.


Insatisfeito com isso, Glover entrou com uma ação judicial contra os produtores do filme, alegando que eles não eram donos da sua imagem nem tinham permissão para usá-la.


Como resultado do processo, existem agora cláusulas nos acordos coletivos do Screen Actors Guild afirmando que os produtores e atores não estão autorizados a usar tais métodos para reproduzir a imagem de outros atores.

A ação legal de Glover, embora resolvida fora dos tribunais, tem sido considerada um caso-chave nos direitos de personalidade para atores com uso crescente de efeitos especiais aprimorados e técnicas digitais, em que os atores podem ter concordado em aparecer numa parte dum filme ou duma série, mas têm as suas semelhanças a serem usadas noutro sem o seu consentimento.


A 2ª foi Claudia Wells, que interpretou a namorada de Marty, Jennifer Parker.


Ela planeava repetir o papel, mas recusou por motivos familiares - supostamente para cuidar da sua mãe, que estava doente com cancro no momento das filmagens do segundo filme.

Os produtores escalaram Elisabeth Shue, o que envolveu regravar a cena final do primeiro filme para o início do 2º. A cena regravada é quase idêntica à original, com apenas pequenas diferenças.

Exemplos:

  1. O Marty não tem um relógio de pulso no inicio do 2º filme enquanto no final do 1º, tem;
  2. Após o Marty perguntar ao Doc (Christopher Lloyd) se ele e a Jennifer vão ser imbecis, no inicio do 2º filme, o Doc pensa um pouco antes de responder-lhe, enquanto no final do 1º, ele já responde mal o Marty acaba a pergunta;
  3. A Jennifer fica chocada quando ouve o Doc a dizer "São os vossos filhos. Alguma coisa tem que ser feito por eles!" enquanto no final do 1º filme, ela fica indiferente ao que o Doc disse.


Wells voltou a atuar com um papel principal no filme independente "Still Waters Burn" (2008). 

Em 2011, ela finalmente teve a oportunidade de repetir o seu papel do primeiro filme, 26 anos após a sua última aparição na série de filmes, ao dar a voz á Jennifer na sequela em videojogo "Back to the Future: The Game" (2010-2011), da Telltale Games.


Então é tudo.

Um Bom Abraço e Até á Próxima!

sábado, 25 de novembro de 2023

Chris Farley como Shrek

Em 1996,  antes de Mike Myers ter sido escolhido como a voz do personagem-título de "Shrek" (2001), a DreamWorks contratou o ator e comediante Chris Farley para fazer a voz do ogre.

Farley havia gravado 80 a 90% dos diálogos do personagem, mas morreu em Dezembro de 1997, antes de concluir o projeto. Isso resultaria no descarte do desenvolvimento do filme, como storyboards e sessões de gravação, que custaram apenas US$ 34 milhões.

Em Agosto de 1998, a DreamWorks reformulou o papel com Myers, que insistiu em reescrever completamente o roteiro, para não deixar vestígios da versão de Shrek de Farley.

De acordo com o irmão de Farley, Kevin, em 2015, “O estúdio precisava fazer o que precisava de fazer”, disse ele. “Foi uma altura má, um momento mau… uma tragédia. O Mike fez um ótimo trabalho com Shrek. Ele arrasou tudo.”

Nesse ano, alguém no Youtube chamado "Bedhead Bernie", com a ajuda de John Garbett, um dos produtores originais do filme, divulgou uma cena da versão em que Farley dava a voz ao Shrek.

A cena é uma conversa que o Shrek e o Burro tinham na noite antes de chegarem ao castelo da Dragão para salvarem a Fiona, na qual Shrek revelava mais sobre o seu passado e porquê aceitou o acordo do Farquaad.

Eis aqui:


segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Em que ano foram feitas as dobragens portuguesas dos longa-metragens animados da Disney pré "O Rei Leão"?

 

Bem, o nome diz tudo.

Aviso: Se quiserem saber mais sobre a dobragem de cada filme, pus um link no nome do filme.

A informação em baixo e os links foi tirada do Wiki Dobragens Portuguesas.


Branca de Neve e os Sete Anões (1937)

Data de Estreia em Portugal: 21 de Novembro de 1938 (com legendas), e 12 de Dezembro de 1938 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: Outubro de 2001, para o relançamento do filme em VHS e em DVD.


Pinóquio (1940)

Data de Estreia em Portugal: 7 de Outubro de 1940 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: 13 de Março de 2009, para o relançamento do filme em DVD.


Fantasia (1940)

Data de Estreia em Portugal: 16 de Março de 1942 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: 19 de Janeiro de 2011, para o relançamento do filme em DVD.

Nota: A sequela em longa-metragem, "Fantasia 2000" (1999), já tinha sido dobrada para os cinemas.


Dumbo (1941)

Data de Estreia em Portugal: 30 de Novembro de 1942 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: 26 de Março de 2010, para o relançamento do filme em DVD.


Bambi (1942)

Data da Estreia em Portugal: 17 de Janeiro de 1944 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: 2005, para o relançamento do filme em DVD.


Cinderela (1950)

Data da Estreia em Portugal: 21 de Dezembro de 1950 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: 2005, para o relançamento do filme em DVD.

Nota: A sequela em longa-metragem, "Cinderela II: Os Sonhos Tornam-se Realidade" (2002), já tinha sido dobrada para VHS e DVD.


Alice no País das Maravilhas (1951)

Data de Estreia em Portugal: 20 de Dezembro de 1951 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: 2005, para o relançamento do filme em DVD.


As Aventuras de Peter Pan (1953)

Data de Estreia em Portugal: 8 de Abril de 1954 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: 2007, para o relançamento do filme em DVD.

Nota: A sequela em longa-metragem, "Peter Pan em a Terra do Nunca" (2002), já tinha sido dobrada para os cinemas.


A Dama e o Vagabundo (1955)

Data de Estreia em Portugal a 28 de Setembro de 1955 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: 27 de Junho de 1997, para o relançamento do filme em VHS e DVD.


A Bela Adormecida (1959)

Data de Estreia em Portugal: 2 de Abril de 1961 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: 17 de Outubro de 2008, para o relançamento do filme em DVD.


Os 101 Dálmatas (1961)

Data de Estreia em Portugal: 14 de Dezembro de 1961 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: Março de 2008, para o relançamento do filme em DVD.

Nota: A sequela em longa-metragem, "Os 101 Dálmatas II: A Aventura de Patch em Londres" (2003), já tinha sido dobrada para VHS e DVD.


A Espada Era a Lei (1963)

Data de Estreia em Portugal: 1965 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: 25 de Setembro de 2008, para o relançamento do filme em DVD.


O Livro da Selva (1967)

Data de Estreia em Portugal: 18 de Dezembro de 1968 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: Outubro de 2007, para o relançamento do filme em DVD.

Nota: A prequela em serie de TV "Filhotes da Selva" (1996-1998) já tinha sido dobrada em 1999 para a RTP 2 e a sequela em longa-metragem, "O Livro da Selva 2" (2003), já tinha sido dobrada para os cinemas.


Os Aristogatos (1970)

Data de Estreia em Portugal: 17 de Dezembro de 1971 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: Fevereiro de 2008, para o relançamento do filme em DVD.


Robin dos Bosques (1973)

Data de Estreia em Portugal: 14 de Outubro de 1975 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: Julho de 2007, para o relançamento do filme em DVD.


Papuça e Dentuça (1981)

Data de Estreia em Portugal: 18 de Fevereiro de 1982 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: 13 de Julho de 2007, para o relançamento do filme em DVD.


Taran e o Caldeirão Mágico (1985)

Data de Estreia em Portugal: 18 de Março de 1986 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: 2010, para o relançamento do filme em DVD.

Aviso: Talvez seja melhor não mostrar este filme aos mais novos por ser demasiado assustador.


Oliver e Seus Companheiros (1988)

Data de Estreia em Portugal: 15 de Dezembro de 1989 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: 25 de Junho de 2009, para o relançamento do filme em DVD.


A Pequena Sereia (1989)

Data de Estreia em Portugal: 21 de Dezembro de 1990 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: 17 de Julho de 1998, para o relançamento do filme em VHS e DVD.

Nota: A prequela em serie de TV (1992-1994) foi dobrada em 2006 para o Disney Channel.


A Bela e o Monstro (1991)

Data de Estreia em Portugal a 11 de Dezembro de 1992 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: 2002, para o relançamento do filme em VHS e DVD.

Nota: A sequela em longa-metragem "A Bela e o Monstro: O Natal Encantado" (1997) e a midquel em longa-metragem "O Mundo Magico de Bela" (1998) foram dobrados em 2010 e 2011, respetivamente, para os relançamentos em DVD.


Aladdin (1992)

Data de Estreia em Portugal: 10 de Dezembro de 1993 (em português do Brasil).

Data da Dobragem em Português de Portugal: 2004, para o relançamento do filme em DVD.

Nota: A sequela em série de TV (1994-1996) já tinha sido dobrada em 1997 para a RTP 1, e as sequelas em longas-metragens "O Regresso de Jafar" (1994) e "Aladdin e o Rei dos Ladrões" (1996) foram dobradas em 2004 para os relançamentos em DVD.


O Estranho Mundo de Jack (1993)

Data de Estreia em Portugal: 9 de Dezembro de 1994 (com legendas).

Data da Dobragem em Português de Portugal: 2021, para o Disney+.


E chegamos ao fim.

Até agora, os únicos longa-metragens animados da Disney pré-"O Rei Leão" (1994) que ainda não tiveram dobragem portuguesa são:

  • Os filmes da Era da Guerra;
  • "As Extras Aventuras de Winnie The Pooh" (1977);
  • "As Aventuras de Bernardo e Bianca" (1977) e a sua sequela em longa-metragem "Bernardo e Bianca na Cangarulándia" (1990);
  • "Rato Basílio - O Grande Mestre dos Detetives" (1986).

Mas, quem sabe, talvez cheguem a receber.


Então é tudo.

Um Bom Abraço e Até á Próxima!

quinta-feira, 25 de maio de 2023

Como "Regresso ao Futuro" salvou o DeLorean da Má Fama

 


Vocês devem ter visto "Regresso ao Futuro" (o 1º filme de 1985 ou a trilogia) e perguntado:

"Imagino o quanto a empresa que fez o DeLorean ganhou com as vendas do carro por causa do filme".

Acontece que a história por detrás do carro não é por causa de product placement.


Primeiro quem é o seu criador?

John Zachary DeLorean (6 de janeiro de 1925 - 19 de março de 2005) foi um engenheiro, inventor e executivo americano na indústria automobilística dos Estados Unidos.

DeLorean gerenciou o desenvolvimento de vários veículos ao longo da sua carreira, incluindo o carro musculado Pontiac GTO, o Pontiac Firebird, o Pontiac Grand Prix, o Chevrolet Cosworth Vega e, obviamente, o carro desportivo DMC DeLorean.

Ele foi o chefe de divisão mais jovem da história da General Motors, depois saiu para fundar a DeLorean Motor Company (DMC) em 1973, para criar o DMC DeLorean.

O carro, o único que a empresa fez, também era conhecido pela sua falta de potência e desempenho incongruentes com a sua aparência e preço.

Com o primeiro carro de produção concluído em 21 de janeiro de 1981, o projeto incorporou várias pequenas revisões no capô, rodas e interior antes da produção terminar no final de dezembro de 1982, logo após a DMC declarar falência e após a produção total atingir cerca de 9.000 unidades.

2 meses antes da DMC falir, John DeLorean foi acusado de tráfico de cocaína depois que o informante do FBI James Hoffman o solicitou como financiador num esquema para vender 220 lb (100 kg) de cocaína no valor de aproximadamente $ 24 milhões. 

A DMC era insolvente na época e tinha US$ 17 milhões em dívidas. 

Hoffman abordou John DeLorean, um homem que ele mal conhecia sem antecedentes criminais, e este foi capaz de se defender com sucesso no julgamento sob a defesa processual de armadilha policial. 

O julgamento terminou com um veredicto inocente em Agosto de 1984, quando a DMC declarou falência e encerrou as operações.


O carro podia ter continuado na má fama mas não foi.

Na altura do julgamento, "Regresso ao Futuro" (o 1º filme) entrou em pré-produção.

A máquina do tempo, num ponto do roteiro, era para ser um frigorifico. 

Steven Spielberg, um dos produtores executivos do filme, rejeitou a ideia, com medo que o público-alvo do filme, as crianças, quisessem entrar em frigoríficos após verem o filme.

Robert Zemeckis, o realizador e um dos roteiristas do filme, sugeriu o DeLorean porque oferecia mobilidade e um design único; as portas em forma de asa de gaivota pareceriam um OVNI extraterrestre para uma família da década de 1950.

Três DeLoreans foram usados para o 1º filme: um para duplos, um para efeitos especiais e uma versão mais detalhada para tomadas de close-up.

Após a estreia do 1º filme, John DeLorean escreveu a Bob Gale, um dos produtores e roteiristas do filme, agradecendo-o por imortalizar o carro.


Como carro não foi muito bem-sucedido, mas como uma das máquinas do tempo mais icónicas da História do Cinema e da Ficção Cientifica, foi o extremo oposto.


Então é tudo.

Um Bom Abraço e Até á Próxima!

quarta-feira, 5 de abril de 2023

Será que estes 2 filmes da Disney Animation precisavam ser cancelados?

 

Como sabem, filmes cancelados costumam ser cancelados por problemas de roteiro ou porque as circunstâncias não eram favoráveis.

Será mesmo?


Irei falar de 2 filmes cancelados da Disney Animation: "Wild Life" e "My Peoples".

Estes 2 filmes têm 2 coisas em comum:

  1. Personagens de ambos os filmes aparecem na sala das invenções rejeitadas do Cornelius Robinson, no flashback da Doris, em "Os Robinsons" (2007)*;
  2. Ambos os filmes foram tópicos importantes num livro publicado em 2008 chamado "Disney Lost and Found: Exploring the Hidden Artwork from Never-Produced Animation", escrito por Charles Solomon e que mostra as ideias rejeitadas dos filmes (longas-metragens e curtas-metragens) da Disney Animation;
* Convém lembrar que os easter eggs de "Newt" em "Toy Story 3" (2010) e "Brave-Indomável" (2012) e de "Gigantic" em "Zootrópolis" (2016) foram postos antes dos filmes terem sido cancelados.


Portanto cá vai:

Wild Life


Dirigido por Howard Baker e Roger Gould, "Wild Life" ("Vida Selvagem" traduzido literalmente) começou a produção em 1999, sob uma equipe de animadores que incluía Hans Bacher, Floyd Norman Jim Hill, Mac George, Doug Walker, Craig Kellman, Buck Lewis e Darryl Kidder, que também atuou como chefe da história.

Era para ser uma sátira da cultura pop americana dos anos 70 e homenagearia figuras populares da época, como Andy Warhol, Anna Wintour e Diana Vreeland.


A história era a seguinte:

Red Pittsain, o dono de um clube noturno de prestígio, está bastante angustiado porque Kitty-Glitter, a sua outrora amada diva pop, perdeu popularidade.

Sem uma estrela, todos irão para o clube de Magda, editora da "Magazizi", a revista de moda mais popular da cidade e maior rival de Red.

Precisando de algo grande para recuperar a reputação que o seu clube já teve, Red e Kitty encontram em Ella: uma elefanta do zoológico local que é capaz de falar.

Ao principio, Ella fica com medo de ser a nova estrela do clube de Red, mas após um acidente no palco onde é eletrocutada por fios, ela instantaneamente se transforma numa diva cantora e se torna rica e famosa, para a alegria de Red e Kitty. 

No entanto, Ella logo se cansa do seu novo estilo de vida e deseja voltar ao zoológico, o que acaba causando complicações para Red, Kitty e Ella.


Nas palavras de Jim Hill, os diretores esperavam criar algo que realmente "derrotasse a concorrência".

Por outras palavras, era para adultos.


Então porque é que foi cancelado?

Como queriam dar um toque maduro e escrever um pouco de humor voltado para adultos no roteiro, os animadores muitas vezes temiam que a Disney não quisesse lançar o filme.

Esse medo constante foi percebido quando, após ver o rolo de apresentação no outono de 2000, Roy Disney, então vice-presidente da companhia, afirmou estar horrorizado com o humor maduro (particularmente uma piada em que dois personagens gays estão prestes a entrar no esgoto e um comentou "tu já caíste num bueiro* antes?") e ordenou que o filme fosse encerrado.

*Em inglês "bueiro" é "manhole" que traduzido literalmente significa "buraco de homem".


Cliquem aqui para ver as artes conceituais do filme.

Aqui em baixo está um teste de animação feito pelo animador Umesh Shukla, que foi o supervisor de efeitos visuais do filme:



My Peoples


5 meses depois de terminar o seu trabalho em "Mulan" (1998), Barry Cook, um dos diretores do filme, começou a desenvolver um argumento para outro filme de animação baseado num conto que ele havia escrito chamado "The Ghost and The Gift" ("O Fantasma e o Presente", traduzido literalmente) que envolvia 3 crianças e um fantasma ajudando um casal dos Apalaches a se reunir.

No entanto, a ideia foi rejeitada por Michael Eisner, o CEO da Disney na altura, e Thomas Schumacher, o chefe da Walt Disney Feature Animation na altura.

Isso porque Eisner achava que a história precisava de mais conflito, enquanto Schumacher achava que o elenco era "muito humano" e que o filme ficaria melhor em imagem real.


Relembrando a pesquisa que fizera em Appalachia, Cook lembrou-se de quantos residentes de lá se interessavam pela criação de bonecos induzidos para utensílios domésticos.


Então ele criou a seguinte história:

Situado em Appalachia, Texas, na década de 1940, este filme contaria a história de duas famílias rivais: os Harpers e os McGees, cujos dois filhos, Elgin e Rose, se apaixonam.

Elgin se interessava pela arte popular, criando bonecos de vários objetos domésticos, sendo a mais prominente, Angel: uma boneca com tema do Céu feita de uma colher de farinha que Elgin criou como presente de casamento para Rose.

Desejando que Elgin se esquecesse da sua filha, o Velho McGee preparou um lote de "Bebida de Lua Azul", uma poção criada pela sua falecida mãe, com a intenção de usá-lo para apagar a memória de Elgin.

No entanto, a sua poção acidentalmente deu vida aos bonecos, que vendo a situação á "Romeu e Julieta" que o seu criador e a namorada estavam a passar, decidiram fazer de tudo para que o casal ficasse junto para sempre.

Em certo momento da história, Angel declarou que não queria continuar a ajudar Rose e Elgin a ficarem juntos e saiu da cidade. 

Algumas das bonecas foram atrás dela na tentativa de fazê-la voltar, enquanto outras continuavam a sua missão, incluindo manter Herbert Hollingshead, o homem com quem o pai de Rose tentou arranjar para ela, longe.


Pensando que essas criações incomuns dariam uma característica única, Barry Cook criou uma maquete da Angel (cliquem aqui para verem como é) que esperava usar como ajuda visual na próxima reunião de história. 

No entanto, visto que ele estava na filial de animação na Flórida do estúdio, Barry Cook não pôde ir a Los Angeles para participar da referida reunião.

Então, Cook colocou a maquete numa mala de violino e a entregou em Los Angeles, momento em que telefonou para um assistente, instruindo-o a colocá-la na mesa da sala de conferências na próxima reunião da história. 

Quando chegou a reunião, Barry Cook relatou o seu conceito renovado a Thomas Schumacher por telefone e disse-lhe para abrir a mala. 

Intrigado, Schumacher deu luz verde a "My Peoples" ("O Meu Povo") com um orçamento de US$ 45 milhões. 


O motivo pelo qual foi chamado assim foi porque "My Peoples" era o nome coletivo de um grupo de bonecos criados por um artista popular falecido. 

Cook também achou que esse título sugeriria "uma referência acolhedora à família", que era um dos principais temas do filme.


A animação de "My Peoples" deveria ter sido uma mistura de técnicas de animação com os bonecos de Elgin sendo criados por computador, enquanto o resto (os humanos, os animais e os cenários), seriam animados a lápis.

A razão pela qual Cook queria que o filme fosse assim era porque ele não gostava da aparência dos filmes "completamente animados por computador" atuais. Eles pareciam "simples demais" nas suas palavras.


Então porque é que foi cancelado?

A produção estava a ir bem até Janeiro de 2003, quando Thomas Schumacher renunciou ao cargo de chefe de animação e foi substituído pelo ex-chefe de animação de televisão: David Stainton. 

Imediatamente, Stainton começou a sugerir várias mudanças de nome para o filme e não se impressionou com o storyreel, apresentado a ele em Fevereiro seguinte para que, eventualmente, ele ordenasse que o projeto fosse reformulado.


Depois de fazer uma viagem de pesquisa às montanhas Apalacianas, durante a qual ouviu muitas histórias de fantasmas de pessoas que havia visitado, Cook reescreveu levemente o filme para que os bonecos fossem possuídos pelos parentes falecidos de Elgin.

Devido a isso, o título foi alterado de "My Peoples" para "A Few Good Ghosts" ("Alguns Bons Fantasmas" traduzido literalmente). 

Barry Cook ficou um tanto insatisfeito com a mudança, pelo fato de ter um apego pessoal à sua ideia original e desejar poder mantê-la. No entanto, ele entendeu que, como diretor, teria que fazer sacrifícios.


Por outro lado, David Stainton e Michael Eisner ficaram impressionados com o novo enredo do filme. 

Depois de ver o storyreel de "A Few Good Ghosts" em Novembro daquele ano, Eisner disse à equipe de produção do filme "vocês finalmente têm um filme aqui!" Stainton chegou a comparar a qualidade do filme com os filmes da Pixar.


Infelizmente, no final daquele mês, David Stainton voou para a filial de animação da Flórida para anunciar que o filme seria cancelado em favor de "Chicken Little" (2005) de Mark Dindal. 

Isso porque ele sentiu que este último filme, com a sua história e personagens familiares, seria capaz de atingir um público mais geral.


Cliquem aqui, aquiaqui para ver as artes conceituais e storyboards do filme.

Aqui em baixo está uma compilação de clips do que estava a ser feito para o filme:

Aviso: um dos clips contêm SPOILERS de "O Sexto Sentido" (1999).



Portanto repetindo o titulo do post: Estes 2 filmes precisavam de ser cancelados?

Não precisavam.


No caso de "Wild Life", a decisão de Roy Disney é basicamente dizer que Animação devia ser só para crianças ou para todas as idades, quando sabemos que não deve.

Se ele tivesse lembrado disso, bastava lançar o filme através da Touchstone Pictures.

Para quem não sabe, a Touchstone foi criada pela Disney para distribuir filmes para adultos.


No caso de "My Peoples", mesmo que não entendesse o filme, Stainton devia ter deixado Barry Cook continuar a fazer o filme que quer fazer.

Afinal o filme é de Cook, não dele.


E vocês gostavam de ter visto estes filmes?

Escrevam nos comentários, se quiserem.


Um Bom Abraço e Até á Próxima!

domingo, 26 de março de 2023

Porque é que Stephen King odiava a adaptação para cinema de "Shining"?

 

"Shining" (1980) é considerado um dos melhores filmes de terror da História do Cinema, mas, quem viu "Ready Player One" (2018), ou é fá de Stanley Kubrick e/ou de Stephen King, sabe que este ultimo odeia este filme.

Correção: odiava.

Bem... Vamos saber essa história.


O livro, escrito por King enquanto sofria de alcoolismo, contém um elemento autobiográfico.

King ficou desapontado com o fato de alguns temas, como a desintegração da família e os perigos do alcoolismo, estarem menos presentes no filme.


King também viu a escolha de Jack Nicholson para interpretar Jack Torrance como um erro, argumentando que resultaria numa rápida perceção entre o público de que o protagonista enlouqueceria, devido ao famoso papel de Nicholson como Randle McMurphy em "Voando Sobre Um Ninho de Cucos" (1975).

King sugeriu que um ator mais "comum" como Jon Voight, Christopher Reeve (o Clark Kent de "Super-Homem", 1978-1987) ou Michael Moriarty ficasse com o papel, para que a queda de Jack na loucura fosse mais desconcertante.

No livro, a história é contada no ponto de vista de Danny, enquanto no filme o pai dele é o protagonista; na verdade, uma das diferenças mais notáveis está no perfil psicológico de Jack Torrance. 

Segundo o livro, o personagem era descrito como um homem comum e equilibrado que aos poucos perde o controle; além disso, a narrativa escrita refletia traços pessoais do próprio autor naquela época (marcada por insônia e alcoolismo), além de abusos.


Em entrevista à BBC, King criticou a performance de Shelley Duvall como Wendy, afirmando que ela está "basicamente lá apenas para gritar e ser estúpida, e essa não é a mulher que eu escrevi".

A Wendy no livro é uma mulher forte e independente a nível profissional e emocional.


King também não gostava da minimização do sobrenatural no filme; King imaginou Jack como uma vítima das forças genuinamente externas que assombravam o hotel, enquanto King sentiu que Kubrick via a assombração e a sua maldade resultante como vindo dentro do próprio Jack.


King mais tarde criticou o filme e Kubrick como realizador:

"Partes do filme são arrepiantes, carregadas de um terror implacavelmente claustrofóbico, mas outras falham. 

Não que a religião tenha que estar envolvida no horror, mas um cético visceral como Kubrick simplesmente não conseguia entender a maldade desumana do Hotel Overlook. 

Em vez disso, ele procurou o mal nos personagens e transformou o filme numa tragédia doméstica com tons apenas vagamente sobrenaturais. 

Essa era a falha básica: porque ele não podia acreditar, ele não podia fazer o filme verossímil para os outros. 

O que há basicamente de errado com a versão de Kubrick de Shining é que é um filme de um homem que pensa muito e sente muito pouco; e é por isso que, apesar de todos os seus efeitos virtuosos, nunca o pega pela garganta e fica no caminho que o verdadeiro horror deve seguir."


King também ficou desapontado com a decisão de Kubrick de não filmar no The Stanley Hotel em Estes Park, Colorado, que inspirou o livro (uma decisão que Kubrick tomou porque o hotel não tinha neve e eletricidade suficientes).


Mas porque é que ele já não odeia?

Mike Flanagan, diretor de "Doctor Sleep" (2019), reconciliaria as diferenças entre as versões do livro e do filme de "Shining" lá.

"Doctor Sleep" é uma adaptação direta do livro de Stephen King, que é uma sequela do livro  "Shining", mas também é uma sequela do filme de Kubrick.

King inicialmente rejeitou a proposta de Flanagan de trazer de volta o Overlook como visto no filme de Kubrick, mas mudou de ideia depois que Flanagan apresentou uma cena dentro do hotel no final do filme que serviu como motivo para trazer de volta o Overlook do filme de Kubrick. 

Ao ler o roteiro, King ficou tão satisfeito com o resultado que disse: "Tudo o que nunca gostei na versão de Kubrick de Shining foi redimido para mim aqui."


Portanto é esta a história.

Um Bom Abraço e Até á Próxima!

domingo, 5 de março de 2023

Como "Psico" foi promovido

Aviso: Este texto não contém Spoilers.


Convenhamos: Muita gente odeia quando um trailer revela spoilers de uma história.

No entanto, com "Psico" (1960) de Alfred Hitchcock, foi o oposto. O extremo oposto.


Quando o filme estreou nos cinemas, foi o primeiro filme vendido nos Estados Unidos com base no fato de que ninguém seria admitido no cinema após o início do filme.

A política de "nenhuma admissão tardia" de Hitchcock para o filme era incomum para a época. 

Não foi uma estratégia publicitária totalmente original, pois o realizador francês Henry-George Clouzot havia feito o mesmo para "As Diabólicas" (1955). 

Hitchcock acreditava que as pessoas que entravam tarde no cinema e, portanto, nunca viram a aparição da atriz Janet Leigh se sentiriam enganadas.

A princípio, os donos de cinemas se opuseram à ideia, pensando que perderiam negócios. 

No entanto, após o primeiro dia, os proprietários enfrentaram longas filas de pessoas esperando para ver o filme. 

Pouco antes do lançamento de "Psico", Hitchcock prometeu um filme "à maneira Diabólica".


Hitchcock fez a maior parte do marketing sozinho, proibindo Leigh e Anthony Perkins de fazer as entrevistas habituais na televisão, no rádio e na imprensa por medo de que revelassem spoilers da história. 

Mesmo os críticos de cinema na altura não tiveram exibições privadas. 

Em vez disso, tiveram que ver o filme com o público em geral.


O trailer oficial do filme (em baixo) também fez isso. 

Nele, Hitchcock leva o espectador a um passeio pela mansão e pelo motel, como se fosse um documentário.

Sempre que ele está prestes a revelar detalhes da história, ele muda de assunto, para não revelar spoilers.

Eis aqui:


Nota: o trailer foi feito após a conclusão das filmagens do filme e, como Janet Leigh não estava mais disponível para filmar o trailer, Hitchcock fez Vera Miles usar uma peruca loira e gritar alto enquanto puxava a cortina do chuveiro na cena da casa de banho.


Então é isso.

Um Bom Abraço e Até á Próxima!

domingo, 29 de janeiro de 2023

Os filmes do Circle 7 Animation

 

Em 2018, eu contei a história do Circle 7 Animation.

Se não sabem ou se lembram o que era, cliquem aqui.

No ano passado encontrei mais informação sobre as histórias dos projetos cancelados desse estúdio, por isso, vou revelar mais.


"Toy Story 3"

Bradley Raymond, que anteriormente dirigiu sequelas diretas para vídeo da Disney, como "O Corcunda de Notre Dame II" (2002) e "O Rei Leão 3 - Hakuna Matata" (2004), foi contratado para dirigir o filme. 

Entre os roteiros que a Circle 7 tinha em consideração estava um dos roteiristas de "Este Cão é Um Craque" (o filme de 2004), Bill e Cheri Steinkellner. 


A ideia deles para o filme envolvia Andy e os seus brinquedos (Woody, Buzz, Hamm, Rex, Slinky, Sr. Cabeça de Batata, Jessie e Bala) fazendo uma visita à casa da sua avó durante a noite porque o seu quarto estava sendo remodelado. 

Então, um conjunto de brinquedos de Andy e novos personagens, Hee-Hee e Gladiola, estão tentando descobrir quem anda a roubar os brinquedos um por um numa história de mistério no estilo "Quem Matou". 


Embora tenha sido rejeitado, a Disney ficou tão impressionada com o roteiro que esta versão teria sido considerada para um possível quarto filme.

A versão final do roteiro do Circle 7 foi escrita pelo roteirista de "Um Sogro do Pior" (2001), Jim Hertzfeld.


O filme focava na mãe do Andy enviando um Buzz defeituoso para Taiwan, onde ele foi construído, com o Woody e os outros brinquedos, acreditando que ele seria reparado lá.

Enquanto pesquisavam na Internet, eles descobrem que muitos outras figuras de ação Buzz Lightyear estão a funcionar mal a volta do mundo e a empresa que os criou emitiu uma enorme anulação na linha de brinquedos.

Com medo que o Buzz seja destruído, o Woddy e alguns dos brinquedos de Andy (Rex, Slinky, Sr. Cabeça de Batata, Hamm, Jessie e Bala) se empacotavam para Taiwan e se aventuravam lá para resgatar Buzz.

Ao mesmo tempo, o Buzz conhece outros brinquedos de todo o mundo que já foram amados, mas vão ser destruídos, como Rosey, um brinquedo quente e aconchegante, e Jade, uma boneca de pernas compridas com um vestido de noite. 

Além de conhecer os brinquedos recolhidos, Buzz também conhece o vilão do filme, uma nova figura de ação do Comando Estelar que substituiria Buzz, Daxx Blastar, junto com o seu gato de estimação/acessório chamado Cometa.

A história envolvia uma cena com Woody e o gang ficarem presos num infantário depois de chegarem em Taiwan, mas conseguindo escapar, além de apresentar o criador do Buzz Lightyear e do Imperador Zurg, Sr. Kagoy, que é o único humano (para além do Sid) que sabe que os brinquedos estão vivos e tenta impedir que os brinquedos sejam destruídos.

Se quiserem ler o roteiro cliquem aqui.


Em 2022, o YouTuber "Hemmas Studios", com a ajuda do próprio Jim Hertzfeld, publicou um vídeo sobre um rascunho não documentado que Jim fez para "Toy Story 3" do Circle 7 (com a alcunha de "O Rascunho da Família Combinada").

A história ia ser sobre a mãe do Andy casando-se novamente, o Woody, o Buzz e a Jessie perdiam-se no México e conheciam um Buzz espanhol liderando uma civilização de brinquedos falsificados.

Se quiserem saber a história dessa versão, eis o vídeo:




"Monstros e Companhia 2"


Chamado de “Monsters Inc 2: Lost In Scaradise” (“Monstros e Companhia 2: Perdidos no Paraíso dos Sustos”, numa tradução literal) e escrito por Rob Muir e Bob Hilgenberg, a história teria focado no Mike e no Sulley visitando o Mundo dos Humanos para dar um presente de aniversário á Boo, 5 anos após os eventos do 1ª filme, apenas para descobrir que ela havia se mudado. 

Depois de ficarem presos no Mundo dos Humanos, os 2 amigos reuniam-se com o Randall (na qual teria se redimido) e conheciam todos os monstros banidos para além do Yeti, numa missão para reunirem-se com a Boo e voltar para o mundo deles antes do casamento do Mike e da Celia.

Em 2021, o já citado Hemmas Studios, com a ajuda de Rob Muir, fez um vídeo sobre esse filme cancelado.

Se quiserem saber como ia ser a história completa, eis aqui o vídeo:




"Á Procura de Nemo 2"


A história, escrita por Laurie Craig, teria focado no Nemo reunindo-se com o seu irmão gêmeo, Remy*, que também sobreviveu ao ataque da barracuda no 1º filme. 

*Não confundir com o protagonista de "Ratatui" (2007). Foram apenas coincidências.

Os 2 começam um bocado mal, visto que o Remy tem inveja do irmão por este ter uma família enquanto ele não teve.

O Marlin então é capturado e enviado para um aquário chamado "PLANET BLUE" ("Planeta Azul", traduzido literalmente), então o Nemo, a Dory e o Remy têm que resgatá-lo.

Os 2 irmãos aprendem a trabalhar em equipa para poderem salvar o pai.

Se quiserem ler o roteiro, cliquem aqui.


Então é tudo que consegui encontrar.

Qual destes filmes é que vos chamou mais a atenção?

Escrevam nos comentários, se quiserem.

A mim, foram os filmes que o Hemmas Studios falou nos seus vídeos.


Então é tudo.

Um Bom Abraço e até á Próxima!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Personagens de Animações nos Óscares

 

Na imagem: O animador Richard Williams e o personagem-título de "Quem Tramou Roger Rabbit" (1988, Disney/Amblin) a comemorarem o Prémio Especial de Realização que o primeiro recebeu nos Óscares pela animação que dirigiu para o filme.


Esta semana, foi divulgado os nomeados aos Óscares de 2023.

E eu queria contar (ou lembrar) de um tipo de momento que acontece nos Óscares, que é quando personagens de animações aparecem nas cerimónias.

Portanto aqui em baixo estão vídeos dos momentos que consegui encontrar em que personagens de animações apareceram nas cerimónias.


Portanto cá vai:

Esta curta-metragem do Rato Mickey (Disney) foi criada para apresentar a cerimónia dos Óscares de 1932.



Em 1958, o Pato Donald (Disney) apresentou uma curta animada de 7 minutos "History of the Movies" que foi mostrado na cerimónia desse ano.

(Não consegui encontrar o vídeo, desculpem)


Em 1969, a Pantera Cor-de-Rosa (MGM) apareceu para entregar o envelope do vencedor na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação ao ator Tony Curtis, que estava a apresentar a categoria.



Em 1978, o Mickey (como vemos na Disneyland em vez de animado) apresentou a categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação, ao lado da atriz Jodie Foster e do cantor Paul Julian.



Em 1979, o Pica-Pau (Universal) foi convidado pelo seu criador, Walter Lantz, a fazer um discurso, após este ter recebido um Prémio de Honra pelo ator e comediante Robin Williams por ter criado o personagem.



Em 1987, o Bugs Bunny (Warner Bros.) apresentou a categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação ao lado do ator Tom Hanks.



Em 1988, o Mickey (desta vez animado) e os seus amigos apresentaram a categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação ao lado do ator Tom Selleck.



Em 1990, o Bugs apresentou outra vez a categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação, mas sozinho.



Em 1991, o Pica-Pau apresentou a categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.



Em 1992, a Bela, o Monstro e o Chip (“A Bela e o Monstro”, Disney) apresentaram a categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.



Em 1993, a Branca de Neve (“Branca de Neve e os Sete Anões”, 1937, Disney) apresentou a categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.



Em 1995, o Bugs e o Daffy Duck (Também da Warner Bros.) apresentaram a categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.



Em 1996, o Woody e o Buzz Lightyear (“Toy Story – Os Rivais”, Pixar) ganharam vida após o discurso que John Lasseter, o realizador do filme, fez por ter recebido o Prémio Especial de Realização por ter feito a 1ª longa-metragem animada por computador.



Em 1997, a dupla-título da série animada PARA ADULTOS “Beavis & Butt-Head” (Paramount) apresentaram a categoria de Melhor Mistura de Som.



Em 1999, o Flik e os insetos de circo (“Uma Vida de Insecto”, Pixar) apresentaram a categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.



Em 2000, os brinquedos de “Toy Story 2 – Em Busca de Woody” (Pixar) apresentaram a categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.



Em 2002, os protagonistas dos filmes nomeados na categoria de Melhor Longa-Metragem de Animação, “Shrek” (Dreamworks), “Monstros e Companhia” (Pixar), e “Jimmy Neutron – O Pequeno Génio”, (Nickelodeon) e os seus melhores amigos estavam entre a plateia quando foi apresentada a categoria.

Até é mostrada a reação deles quando é revelado o vencedor.



Em 2003, o Mickey (desta vez animado em computador) apresentou a categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação ao lado da atriz Jennifer Gardner.



Em 2005, a Edna Mode (“The Incredibles – Os Super-Heróis”, Pixar) apresentou a categoria de Melhor Figurino ao lado do ator Pierce Brosnan.



Em 2006, o Chicken Little e a Abby Patada (“Chicken Little”, Disney) apresentaram a categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.



A cerimónia dos Óscares de 2007 começou assim:



Nesse ano, o mesmo momento na categoria de Melhor Longa-Metragem de Animação de 2002 repetiu-se (mais ou menos), mas desta vez com o Mumble de “Happy Feet” (Warner Bros.), os protagonistas de “Carros” (Pixar) e de “A Casa-Fantasma” (Sony) e os seus melhores amigos.



Em 2008, o Barry B. Benson (“A História de Uma Abelha”, Dreamworks) apresentou a categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.



Em 2010, na apresentação da categoria de Melhor Longa-Metragem de Animação, é mostrado entrevistas com alguns personagens dos nomeados na categoria, “Up - Altamente” (Pixar), “A Princesa e o Sapo” (Disney), “Coraline” (Laika), “O Fantástico Sr. Raposo” (20th Century Studios) e “O Segredo de Kells” (Cartoon Saloon).



Em 2016, o Woody e o Buzz (com a ajuda dos Aliens do Pizza Planet, também de “Toy Story”, 1995-presente?, Pixar) apresentaram a categoria de Melhor Longa-Metragem de Animação.



Também nesse ano, os personagens-títulos de "Mínimos" (Universal) apresentaram a categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.



Acham que este ano vamos ter personagens de animações a apresentar os Óscares?

Só quando chegar, é que saberemos.


Qual foi o vosso momento preferido?

Escrevam nos comentários, se quiserem.


Então é tudo.

Um Bom Abraço e Até á Próxima!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Listas de Projetos Animados Que Nunca Estrearam

Assim como os filmes e as séries de televisão que vão estrear, filmes animados ou séries animadas que nunca vieram a estrear são capazes de despertar a nossa imaginação, em relação ao que aconteceria se a equipa por detrás daquele projeto animado tivesse acabado a produção dele, baseando-se apenas em coisas como artes conceptuais e testes de animação que foram publicadas na Internet, algum tempo depois da produção ter sido cancelada, como pistas para juntar as peças.

Vocês devem ter sentido isso, sempre que falo de algum desses projetos animados ou mostro o que já estava a ser feito dele.

Aqui em baixo estão os links para artigos no Wikipédia (em inglês) de listas de projetos animados (independentemente se falei de algum deles ou não aqui no blog) de estúdios em Hollywood.

Estas listas também contêm filmes á "Quem Tramou Roger Rabbit" (1988) ou projetos que foram transferidos para outro estúdio em Hollywood e que conseguiram estrear.

Aqui vai:

Disney e Pixar:

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_unproduced_Disney_animated_projects

Universal Pictures:

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_unproduced_Universal_Pictures_animated_projects

20th Century Studios:

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_unproduced_20th_Century_Studios_animated_projects

Warner Bros.:

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_unproduced_Warner_Bros._Animation_projects

DreamWorks:

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_unproduced_DreamWorks_Animation_projects

Sony Pictures:

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_unproduced_Sony_Pictures_Animation_projects

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

A Curta Colaboração entre a Dreamworks e a Aardman

 

Como vários fás de animação se lembram, houve uma fase em que a Dreamworks Animation distribuiu 3 longas-metragens do estúdio de animação stop-motion britânico Aardman.

O que muitos fás talvez não saibam é que, apesar da receção positiva destes filmes (especialmente os 2 primeiros), essa colaboração não durou mais do que esses 3 filmes e nem passou por uma fase de extremos, ao contrario do Circle 7 Animation (cliquem aqui para relembrarem).


Vamos saber esta história:

Em Dezembro de 1997, a Aardman e a DreamWorks anunciaram que as suas empresas se estavam a unir para cofinanciar e distribuir "A Fuga das Galinhas" (2000), a primeira longa-metragem da Aardman, que já estava em pré-produção há um ano.

Este acordo foi feito por 2 razões:

  1. Replicar o sucesso que a colaboração entre a Disney e a Pixar tiveram com "Toy Story - Os Rivais" (1995), a 1ª longa-metragem animada por computador;
  2. Steven Spielberg, um dos fundadores da Dreamworks, era fá das curtas da dupla Wallace e Gromit, 2 das mascotes da Aardman, e queria trabalhar com o estúdio.

Em 27 de Outubro de 1999, os 2 estúdios assinaram um acordo de 250 milhões de dólares para fazer mais quatro filmes que se estimavam estar concluídos durante os próximos 12 anos.

Em 2000, lançaram o já citado "A Fuga das Galinhas", que, até agora, é considerado a animação em Stop-Motion mais bem sucedida nas bilheteiras.

5 anos depois, lançaram um longa-metragem protagonizado pelos já citados Wallace e Gromit, "Wallace e Gromit - A Maldição do Coelhomem" (2005), até agora a única animação em stop-motion a ganhar o Óscar de Melhor Longa-Metragem de Animação.

1 ano depois, lançaram "Por Água Abaixo" (2006), a 1ª animação por computador da Aardman.


Então porque é que não continuaram depois de "Por Água Abaixo"?


Em 1 de Outubro de 2006, 1 més antes da estreia do filme, o The New York Times avisou que devido às diferenças criativas, os 2 estúdios não iriam prolongar o seu contrato. 

De acordo com um porta-voz da Aardman: "O modelo de negócio da DreamWorks já não se adequa a Aardman e vice-versa. Mas a divisão não poderia ter sido mais amigável."

Razões oficiosas para o fim do acordo foram as fracas performances dos 2 últimos filmes, para os quais a DreamWorks teve de fazer anotações, e de acordo com o The New York Times, "Executivos da Aardman estavam fartos do controlo criativo que a DreamWorks tentou exercer, especialmente com "Por Água Abaixo"..."

O acordo foi oficialmente cancelado em 30 de Janeiro de 2007.


E esta é a história.

Foi uma colaboração que não durou muito tempo, mas teve um impacto positivo, visto que muitos fás de animação não-ingleses (eu e vocês) conheceram a Aardman, graças a esta colaboração.

E ao menos, ninguém da Dreamworks tentou ficar com os direitos das personagens que a Aardman criou para aqueles filmes, ao contrario de Michael Eisner.

(Revejam a história do Circle 7 Animation que mencionei acima).


Vocês sabiam desta história? Ou não?

Comentem, se quiserem.


Então é tudo.

Um Bom Abraço e Até á Próxima!

domingo, 13 de novembro de 2022

"Mulholland Drive" era para ser uma série!

 

"Mulholland Drive" (2001) de David Lynch, nem sempre foi idealizado como longa-metragem.


Originalmente concebido como uma série de televisão, assim como "Twin Peaks" (1990-1991), "Mulholland Drive" começou como um piloto de 90 minutos produzido para a Touchstone Television e destinado ao canal ABC. 

Lynch vendeu a ideia para executivos da ABC com base apenas na história de Rita (Laura Elena Harring) saindo do acidente de carro com a sua bolsa contendo 125.000 dólares em notas e a chave azul, e Betty (Naomi Watts) tentando ajudá-la a descobrir quem ela é. 

O executivo que viu, segundo Lynch, estava assistindo às 6 da manhã e estava a tomar café e levantou-se. Ele odiava o piloto, e a ABC imediatamente o cancelou.


Pierre Edleman, amigo de Lynch de Paris, veio visitá-lo e começou a conversar com ele sobre o piloto ser uma longa-metragem.

O Canal+ queria dar dinheiro a Lynch para transformá-lo num longa-metragem e levou um ano para negociar.

Lynch aceitou finalmente converter o piloto num longa-metragem, da seguinte maneira:

"Uma noite, sentei-me, as ideias surgiram e foi uma experiência muito bonita. Tudo foi visto de um ângulo diferente... Agora, olhando para trás, vejo que [o filme] sempre quis ser assim. Foi preciso esse começo estranho para fazer com que fosse o que é."


Resultado: Lynch teve que cortar cenas e adicionar outras na conversão de "Mulholland Drive" para longa-metragem.

O resto foi história: o filme foi considerado um dos melhores de 2001, e alvo de imensas teorias e interpretações.


Se quiserem ver o episodio-piloto que Lynch fez, eis aqui:


sábado, 1 de outubro de 2022

Star Wars Detours

 


"Star Wars" é considerado uma das sagas mais icónicas do Cinema. Criada por George Lucas, a 1ª trilogia (1977-1983) revolucionou o cinema de efeitos especiais e o género blockbuster, além de, juntamente com a sua 2ª trilogia (1999-2005), se ter tornado um fenómeno da Cultura Pop.

Mas sabiam que antes de George Lucas vender a Lucasfilm á Disney em 2012, ia haver uma serie animada para todas as idades que ia ser um meta-comentário cómico dos filmes?

Vamos saber esta história.

Em Junho de 2009, depois de receber um prêmio visionário em Chicago, Illinois, Santroppers.com, um site feito por fás da saga, numa entrevista com George Lucas, perguntaram se iríamos ver um novo filme de Star Wars.

Lucas respondeu:

"Nós, estamos fazendo televisão agora, mas novamente, eu disse às pessoas antes, Star Wars - as longas-metragens são realmente a história de Anakin Skywalker.

Essa é toda a história e é claro que ele está morto agora, então não há para onde ir com isso.

E agora com Clone Wars e uma serie de imagem real que estou a trabalhar agora, e outra serie de animação que estou a trabalhar, podemos explorar diferentes zonas do Star Wars..."

As diferentes zonas eram as seguintes: algum tempo após a estreia de "Episódio III - A Vingança dos Sith" (2005), Lucas, que sempre conhecia as montanhas e montanhas de piadas e paródias das suas trilogias, decidiu desenvolver um projeto que gozava com o seu próprio trabalho.

Originalmente chamado "Star Wars Squishies" (um referencia obvia a um dos 12 Princípios Básicos da Animação, Esborrachar e Esticar), Lucas chamou Seth Green e Matt Seinreich, criadores da série animada PARA ADULTOS "Robot Chicken" (2005-presente), na qual Lucas era fá do episódio que parodiava a sua saga.

Anunciado em Abril de 2010 com Todd Grimes, realizador de vários episódios de "De Volta á Balburdia na Quinta" (2007-2011), a serie começou a vida com o conceito de "Seinfeld" (1989-1998) no espaço, nos dando uma espreitadela nas vidas mundanas de pessoas comuns ao redor da galáxia de Star Wars.

Para manter cada episódio atualizado e em constante mudança, foi decidido dividir cada episódio em 3 partes distintas de 6 minutos, com cada parte vinculada a um dos 3 locais principais: Coruscant, Tattoine e a Estrela da Morte.

O plano original era não ter personagens importantes de Star Wars.

Mas os escritores não puderam evitar e, antes que percebessem, versões cômicas de todos os personagens reconhecíveis da saga se tornaram o elenco principal.

Lucas estava intimamente envolvido com o desenvolvimento do programa, continuamente lançando ideias para a sala dos roteiristas e passando horas com eles todos os dias.

Para ele, nada era sagrado.

Desde que estivesse entre o já citado "A Vingança dos Sith" e "Episódio IV - Uma Nova Esperança" (1977) e fosse apropriado para todas as idades, ele estava aberto a fazer praticamente qualquer coisa por diversão.

As suas sugestões eram muitas vezes excêntricas, desafiando regularmente os escritores e artistas a quebrar as convenções, incentivando-os a tornar a galáxia de Star Wars com o máximo de estética possível e apenas escolhendo o que ele mais gostava.

Ele criou um produto final com o estilo de arte distinto e, às vezes, até intencionalmente conflitante.

O trailer da série, agora chamado "Star Wars Detours" foi mostrado em Agosto de 2012 na Star Wars Celebration VI, a mega convenção de tudo que é Star Wars, na qual foi bem-recebido por fás e na qual George Lucas fez uma aparição surpresa para falar sobre a serie.

A equipa já tinha terminado 26 episódios e com 13 na produção.


Com uma serie pronta para estrear, porque é não estreou?


Como os fás da saga sabem, George Lucas vendeu a Lucasfilm á Disney em 30 de Outubro de 2012.

E em 11 de Março de 2013, a Lucasfilm anunciou que a série havia sido adiada devido ao lançamento da trilogia de sequências. 

Na MegaCon 2014, os criadores do Robot Chicken reafirmaram que Star Wars Detours seria lançado em algum momento, com mais de trinta episódios planejados.

Em Abril do mesmo ano, Seth Green e Matthew Senreich revelaram que a Lucasfilm achava que seria contraproducente passar 3 anos apresentando às crianças uma visão cômica e desconstrucionista de personagens que eles deveriam levar a sério após o lançamento do Episódio VII. Acreditando que "Detours" era atemporal, os dois estavam confiantes de que a sua apresentação de personagens como Darth Vader como gerentes intermediários sitiados poderia esperar até que a apresentação sincera  da 3ª trilogia de Star Wars terminasse.

Em Outubro de 2015, a dobradora Felicia Day mencionou durante uma transmissão ao vivo no seu canal do YouTube que, até onde ela sabia, a série havia sido cancelada.

Em Junho de 2018, no entanto, a Lucasfilm registrou uma nova marca registrada para a série.

Em Outubro de 2019, Seth Green expressou as suas dúvidas em relação a um possível lançamento, pois tinha a impressão de que, após a aquisição de 2012 pela Disney, a Lucasfilm não estava mais interessada em "esse tipo de comédia desconstrutiva coexistindo com essas interpretações sinceras dos personagens ," a menos que uma forte demanda surgisse da comunidade de fãs.

Numa entrevista em Junho de 2021 à Entertainment Weekly, Green disse que não esperava mais que a série fosse lançada, citando a falta de interesse dos executivos da Disney/Lucasfilm. Ele também especulou que os episódios finalizados teriam que ser retrabalhados para serem apropriados para o Disney+.


Portanto, talvez possamos ver esta serie no futuro.


Para terminar, eis aqui o trailer da serie:



Acho que ia gostar de ver esta serie. Parecia-me ser muito engraçada.


E vocês? Queriam ver esta série ou não?

Escrevam nos comentários, se quiserem.


Então é tudo.

Um Bom Abraço e que a Força esteja convosco.

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Escape From Jurassic Park

 



"Jurassic Park" (1993) é considerado um dos melhores filmes da História do Cinema.

Dirigido por Steven Spieberg, 2 das proezas deste filme foi:

  1. ser revolucionário no que toca a efeitos especiais e sonoros;
  2. ter criado para nós a imagem mental de como os dinossauros (e repteis voadores e marinhos) podiam ter sido.
Mas sabiam que na altura em que o filme estreou e fez sucesso nas bilheteiras, a Universal ia fazer uma serie animada?

Vamos saber melhor esta história:


Em Junho de 1993, após o lançamento nos cinemas do filme, porta-vozes da Amblin e da Universal confirmaram que uma série animada baseada no filme estava em desenvolvimento e aguardando a aprovação final de Spielberg. 

A série, chamada "Escape from Jurassic Park" ("Foge do Jurassic Park", traduzido literalmente), teria consistido em 23 episódios para a sua primeira temporada.

Se tivesse sido produzida, acreditava-se que a série animada seria a mais cara até então. 

Jeff Segal, presidente da Universal Cartoon Studios, disse: "Estamos desenvolvendo uma série de TV que prevemos que seria animada por computador e muito sofisticada. No entanto, Spielberg ainda não teve a chance de analisar o material ou o formato da série ".

Segal disse que a Universal estava considerando a possibilidade de desenvolver a série para o horário nobre, comentando também sobre o enredo da série: seria continuar com os personagens principais e também introduzir novos personagens". 

Segal também disse que a série será voltada especificamente para o mesmo público-alvo do filme (adolescentes), enquanto espera que também atraia crianças pequenas.


A série teria se centrado nas tentativas de John Hammond de terminar o Jurassic Park e abri-lo ao público, enquanto a rival corporativa da InGen, Biosyn, planeia simultaneamente abrir o seu próprio parque temático de dinossauros no Brasil, que acaba com os seus dinossauros escapando para as selvas.

Acontece que a serie ia ser serializada: ou seja, ia ser uma série com arcos de história de formato longo e personagens que evoluem ao longo dos episódios.

A serie teria elementos que seriam aproveitados em "Jurassic Park II" (1997) e nas sequelas de "Jurassic World" (2018-presente?).

Se quiserem saber a história completa da 1ª temporada, divulgada em 2016 pelo site Jurassic Outpost, um site feito por fás do franchise, cliquem aqui.


O veterano da animação e de banda desenhada Will Meugniot, conhecido por trabalhar em series como "Batman - A Série Animada" (1992-1995) contatou o artista William Stout para perguntar se ele estaria interessado em visualizar a série animada.

Stout é bastante conhecido pela sua arte paleontológica, na qual inspirou a novela de Michael Chrichton em que o filme é baseado, além de que trabalhou como artista conceitual no filme.

De acordo com Stout: "Este não seria um programa infantil (embora crianças de todas as idades, inclusive eu, pudessem se divertir). Eles queriam que o programa fosse uma série madura no horário nobre com os principais escritores e animação de televisão de arte aumentada com um pouco de animação CG". 

A Universal Animation Studios queria que a serie tivesse a aparência de uma graphic novel.

Stout foi contratado para trabalhar na série e posteriormente fez um trailer para demonstrar como a série seria e como combinaria animação tradicional com animação por computador. 

A série exigiu a aprovação final de Spielberg antes que pudesse entrar em produção.


E ai chegamos á razão porque foi cancelado.

Steven Spielberg estava cansado da promoção massiva e do merchandise girando á volta do filme que nem chegou a assistiu ao trailer que Stout lhe mandou.

Em 13 de Julho de 1993, Margaret Loesch, presidente da Fox Children's Network, confirmou que havia discussões com Spielberg sobre uma versão animada do filme. 

Loesch também disse: "Pelo menos por enquanto e no futuro próximo, não haverá um Jurassic Park animado. Essa é a decisão de Steven Spielberg, e respeitamos essa decisão".

É importante apontar que estas discussões que fazem referência não parecem ser específicas sobre "Escape From Jurassic Park", mas sim sobre a declaração geral sobre qualquer coisa do filme se tornar uma animação.

Apesar disso, o projeto continuou até ser cancelado em 1994.


E foi assim que "Escape From Jurassic Park" foi cancelado.

Para terminar, cliquem aqui para verem artes conceituais que William Stout fez para a serie.


Esta seria uma serie que muitos fás de animação iam gostar.

Eu ia gostar, por usar a mesma estrutura narrativa de series como "As Gárgulas" (1994-1997) e "Avatar - A Lenda de Aang" (2005-2008).


E vocês gostavam de ter visto esta série? Ou não?

Escrevam nos comentários, se quiserem.


Então é tudo.

Um Bom Abraço e Até á Próxima!