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domingo, 24 de janeiro de 2021

Animações e sequelas

No ano passado, eu estava a ver o filme “Scooby” (2020), e apesar de ter gostado, a única coisa que me incomodou foi o facto de o filme não ter uma cena nos créditos que prepara uma sequela.

Porquê? Para quem não sabe, este filme vai começar um universo cinemático Hannah-Barbera. Ou seja, ainda somos capazes de ver mais personagens de outras series animadas da nossa infância em futuros filmes.

Mas esse incomodo desapareceu porque pensei de seguida “É compreensível, é um filme de animação. Claro que eles não podem preparar o terreno para uma sequela”.


E isso levou-me a repensar muita coisa que disse naquele post que fiz há quase 5 anos chamado “Porque a Pixar faz bem sequelas

E naqueles posts que fiz sobre "Shrek" (2001) e "A Idade do Gelo" (2002).


É muito comum fás de animação dizerem coisas no que toca a sequelas como:

“Este filme precisou daquela sequela porquê…”;

” Ou aquele filme não precisou de ter aquela sequela porquê …”.


Eles estão errados.

Na verdade, a sequela existe por 2 razões: 

  1. O sucesso de bilheteira ou de vendas em Home Video do filme que começa tudo.
  2. A pessoa viu aquele filme e pensou numa ideia para uma sequela.

Porquê?

Porque animação demora mais tempo a ser feito do que imagem real.

Quando estão a fazer um filme de animação (quer seja longa-metragem ou curta-metragem), os criadores tem consciência da possibilidade daquele filme não fazer sucesso nas bilheteiras para ter uma sequela ou uma série de televisão.

Obviamente, não podem preparar o terreno para uma sequela.

E ainda bem.

Exceto alguns casos que já vou dizer de seguida.


Por isso, sim, rara das vezes há um “plano orquestrado” para começar um franchise, no que toca a filmes de animação.

Mas está tudo bem com isso. Vocês ainda podem gostar (ou não) das sequelas ou das series de TV daquele filme de animação.


Agora quais são esses casos de "plano orquestrado" para começar um franchise, no que toca a filmes de animação?


Nota de 7/4/2021: Eu adicionei informação sobre se houve ou vai haver sequela dos casos de "plano orquestrado" que irei revelar abaixo. Devia ter posto na altura em que publiquei o post, mas esqueci-me.


Disney:

Cliquem aqui para relembrar.

E “O Rei Leão” (2019).

O que é que levou o Scar a querer matar o próprio irmão? Como ele ganhou a cicatriz?

No ano passado, foi anunciado que a Disney vai fazer um 2º filme que vai ser como "O Padrinho - Parte 2" (1974), uma prequela e uma sequela ao mesmo tempo.


Pixar:

“The Incredibles – Os Super-Heróis” (2004).

Como é que o Zezé descobriu que tinha superpoderes?

Por acaso, a curta “Zezé Ataca” (2005), explica isso.

(No que toca ao 2º filme, de 2018, não sei explicar. Porque o 1º filme não mostra razões para ter um 2º, mas instintivamente, sabíamos que precisava.)


Não-Disney ou Não-Pixar (que eu conheço ou vi):

“O Senhor dos Anéis” (1978);

(Se não sabiam da existência desse filme, pesquisem para saber mais. E não é para mostrar às crianças. M/ 12 Anos.)

Bem, ele adapta “A Irmandade do Anel” e “As Duas Torres”. Claro que a sequela precisava de ser “O Regresso do Rei”.

Embora o filme tenha feito sucesso nas bilheteiras, ele não rendeu dinheiro suficiente para garantir automaticamente a adaptação de "O Regresso do Rei", e uma discussão com o produtor Saul Zaentz levou o realizador Ralph Bakshi a abandonar o projeto.

Em 1980, outro estúdio de animação, Rankin and Bass, que tinha adaptado "O Hobbit" em 1977, fez a adaptação de "O Regresso do Rei". O filme é um sequela não-canónica do filme de Bakshi.


“A Lenda dos Guardiões” (2010);

(SPOILERS)

  “Mas como sabemos, Nyra escapou. E o Kludd? O Kludd nunca foi encontrado.” 

(fim dos spoilers)

Por estranho que pareça, desde 2011, a Warner Bros. e a Animal Logic (o estúdio que fez a animação do filme) não disseram mais nada sobre um 2º filme, o que me leva a pensar que foi cancelado.


“As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne” (2011);

(SPOILERS)

(Tintim tira um pergaminho no fundo do globo terrestre e abre-o.)

Capitão Haddock: “É estranho. Seria de esperar depois de tanta confusão que houvesse mais.”

Tintim: “Mais quê?”

Capitão Haddock: “Do tesouro de Rackham o Terrível. Quer dizer, se diz que roubou metade da América do Sul. Eu só pensava… deixe lá, o suficiente. (Suspira feliz) A Vida é tão engraçada, não é? Bem agora tem uma história para o seu jornal. Tudo está bem quando acaba bem.”

Tintim: “Não acabou. (revela o pergaminho) O Cavaleiro de Hadoque deixou outra pista no fundo do globo.”

Capitão Haddock: “Outra pista de quê?”

Tintim: “450 libras de ouro. No fundo do mar. Que tal é a sua sede de aventura, capitão?”

Capitão Haddock: “Insaciável, Tintim.”

(fim dos spoilers)

Desde que o 1º filme estreou nos cinemas, que o 2º filme está em inferno de desenvolvimento.


“Ratchet e Clank” (2016).

(Enquanto viajam para o planeta Kerwan, Ratchet repara que Clank não para de olhar para ele)

Ratchet: “O que foi?”

Clank: “Ah, desculpa. Mas não consegui localizar a tua espécie na minha base de dados.”

Ratchet: “Pois, já me disseram. É que já não somos muitos. Pelo menos aqui nesta galáxia. Eu sou um lombax”

Clank: “Um lombax? Fascinante.”

Ratchet: “Yah, eu aterrei em Veldin quando era muito bebé. Sem bilhetes, nem mensagens. Sem nome. (ri-se) Assim como tu.”

O 1º filme foi um fracasso nas bilheteiras, por isso nunca vamos ver o 2º filme.


Atualização de 02/11/2023: Lembrei-me de outro filme que vi antes de fazer este post! Também incluía o "Super Mario Bros - O Filme" (2023), mas como este post é de 2021, 2 anos antes da estreia desse filme, não posso incluir. Nem posso dizer se estreou ou não a sequela do filme em baixo.


"Homem-Aranha No Universo-Aranha" (2018)

(SPOILERS)

Como é que a Gwen conseguiu contactar outra vez o Miles e porquê?

Porque é que aquele Homem-Aranha, Miguel, quer viajar pelo Multiverso?

(Fim dos Spoilers)

Graças ao sucesso de bilheteira (e receção extremamente positiva) do filme, foi anunciado uma sequela.


Então é tudo.

Até á próxima!

sexta-feira, 17 de abril de 2020

"Animação é Algo Para Crianças!"

A minha resposta?

Raptar o adulto que ainda acredita nisso, amarra-lo a uma cadeira com uma mordaça e obriga-lo a ver isto por completo:

Só que não posso, por risco de ir preso por rapto.


quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Estas sequelas da Disney foram mesmo feitas só por dinheiro?


Como sabem, "Frozen 2" vai estrear neste natal, e esta sequela vai responder a seguinte pergunta em relação ao 1º:

Por que a Elsa nasceu com poderes mágicos?




"Entre 1988 e 2008, a Disney teve uma “febre” de sequelas em filmes para home vídeo e em series dos seus clássicos animados, quer seja para o bem ou para o mal, expandido os universos de filmes como “O Rei Leão” (1994) e “As Extra-Aventuras de Winnie The Pooh” (1977).

E em 2015 (parece que, para a Disney, “Disney Fairies” e “Jake e os Piratas da Terra do Nunca” não contam como sequelas de ”As Aventuras de Peter Pan”, 1953, mas enfim), essa “febre” voltou, mas só com sequelas em series e os seus filmes-pilotos, como por exemplo, “A Guarda do Leão” (2015-presente), que é a sequela em serie de "O Rei Leão", e a sequela em serie (2017-presente) de “Entrelaçados” (2010)."


Metade dos fás da Disney têm tendência de dizerem que as sequelas das animações Disney só foram feitas por dinheiro.

Mas e se certas animações da Disney precisava de uma sequela para explicar algo importante sobre o original, em vez de ser só pelo lucro?

A verdade é que para além de "Frozen: O Reino do Gelo", existem mais 3 filmes que até precisavam de uma sequela em filme e/ou em serie para responder essas questões. Ou aproveitaram a oportunidade.

E não sou só eu que digo isto, mas os autores de livros e histórias de banda desenhadas Disney e criadores de videojogos que até deram uma explicação antes da sequela em filme e/ou em série de televisão ter sido planeada.


Quais são?


"O Livro da Selva" (1967);


Quem é aquela menina que guiou o Mogli para a Aldeia dos Homens?

Será que o Mogli pode visitar a Selva?


Antes de "O Livro da Selva 2" (2003), responder a essas perguntas, as sequelas em banda desenhadas Disney protagonizadas pelo Mogli nos anos 70, já tinham respondido a essas perguntas.

Antes dos roteiristas de "O Livro da Selva 2" virem com o nome "Shanti" que deram a namorada do Mogli, os autores dessas bandas desenhadas já tinham dado 2 nomes a ela: Sari ou Jasmin.

(Cortesia do I.N.D.U.C.K.S. aqui.)


"O Rei Leão" (1994);


Como o Scar ganhou a cicatriz?


Antes de "A Guarda do Leão" (2015-2019) vir com a sua resposta (obrigado pela informação, João Moreira), havia a coleção "O Rei Leão: 6 Novas Aventuras" (1994).

E o livro "O Conto de 2 Irmãos" dessa coleção já vinha com a resposta:

Cliquem aqui para saberem essa resposta.


Como é que o Timon e o Pumba se conheceram?


Antes de "Timon e Pumba" (1995-1999) e "O Rei Leão 3: Hakuna Matata" (2004) virem com as suas respostas, houve umas revistas de "O Rei Leão" publicada entre 1995 e 1997, que tinha uma serie de histórias chamada "Hakuna Matata" que mostrava as aventuras do Simba enquanto vivia em exílio com o Timon e o Pumba.

E uma dessas histórias, "All Mud and Motor Mouth" ("Toda a Lama e Fala Barata", traduzido literalmente), vinha com essa resposta:

Cliquem aqui para saberem essa resposta.


"Lilo e Stitch" (2002);


Se o verdadeiro nome do Stitch é Experiência 626, isso quer dizer que o Jumba fez mais do que
uma experiência genética ilegal?


Antes da Operação: Captura de Experiências ("Stitch: O Filme", 2003, "Lilo e Stitch: A Série", 2003-2006, e "Leroy e Stitch", 2006) responder a essa pergunta, a prequela em videojogo para a PS2 "Stitch: Experiência 626" e as prequelas em banda desenhadas protagonizadas pelo Stitch, já respondiam a essa pergunta. 

Os autores dessas bandas desenhadas até tinham criado o 625, que iria ser usado em "Stitch: O Filme".

(Cliquem aqui para saberem o visual dele nessas historias em banda desenhadas.)


Portanto, sim, "Frozen - O Reino do Gelo" não é a única animação da Disney que merece um universo expandido.

E ainda bem que temos estas sequelas em filme/serie de televisão que explicaram essas duvidas que tínhamos em relação à animação original.


Então é tudo.

Um Bom Abraço e Até à Próxima.

domingo, 7 de abril de 2019

Em defesa das Influencias da Animação


"Ontem, Nina, seguindo o exemplo do irmão, pediu que eu lhe "apresentasse um filme". Quando perguntei que tipo de filme a pequena queria ver, ela respondeu: "Romance!".

4 anos de idade.

Acabou assistindo a Bernardo e Bianca e amou. Viu três vezes consecutivas (o número continua a aumentar). E, acompanhando a experiência da pequena, me dei conta de que este belo filme da fase Don Bluth da Disney é hoje uma raridade: um longa de animação triste e melancólico que confia na capacidade das crianças de lidar com seus temas sombrios.

Hoje, filmes infantis têm que ser histéricos, repletos de cores, ação, gritos, tudo. Há algumas poucas exceções, claro (Coraline, os filmes de Miyazaki, um ou outro momento da Aardman), mas no geral a ideia é atirar o jovem público em uma aventura que seja inofensiva e "segura".

E, em grande parte das vezes, esquecível.

Um longa como O Cão e a Raposa* hoje seria impensável. E isto é uma pena."

Pablo Villaça em 29 de Maio de 2013 na sua pagina de Facebook

*"O Cão e a Raposa" é o nome em brasileiro de "Papuça e Dentuça" (1981).


Pois é, Pablo. Mas é assim que as coisas são agora.

E eu acho normal.

Eu sempre achei normal.



Como eu disse, em termos de emoções, quase todos os longa-metragens de animação infantis não-Disney em Hollywood:
  1. ... animados à lápis, são influenciados pela Disney;
  2. ... animados por computador, são influenciados nestes 2 pilares da Comédia politicamente incorrectos para os mais novos:






O problema é que metade de nós, adultos, esquecemos que nem todos os filmes que o espectador comum gosta de ver precisam de ensinar algo. Eles simplesmente só querem entreter-nos.

Para ser honesto, eu gosto de ver um drama para toda a família que me faça chorar de tristeza ou de alegria (ex: "Em Busca do Vale Encantado", 1988, também do Don Bluth) e, ao mesmo tempo, uma comédia para toda a família, que me põe chorar de tanto rir (ex: "Madagáscar", 2005).

(Ok, eu só usei estes exemplos assim à sorte. Mas para quem viu estes exemplos, sabe o que estou a dizer)

Ou uma mistura de ambos (ex: "A Idade do Gelo", 2002).


Desde que as animações sejam apropriadas para crianças, está tudo bem.

É isso e por os mais novos a pensar "fora da caixa", ou sem usar calão, pó-los a ver filmes muito bons para todas as idades que andam ignorados aqui em Portugal (cliquem aqui, por exemplo).

Então é tudo.

Um Bom Abraço e Até à Próxima!

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Uma reflexão acerca do post "Animação Tradicional e Animação Por Computador: Qual é o Melhor?"



Vocês se lembram quando, em 1 de Fevereiro de 2017, eu fiz um post acerca qual das 2 técnicas de animação (Lápis ou Computador) é que é o melhor? Cliquem aqui para verem.

Bem, nos últimos meses, estive a fazer uma reflexão em relação a esse post.

E descobri quem é o verdadeiro responsável por ter feito a Disney abandonar a Animação a Lápis.

Foram os fás da Animação a Lápis.

"Não, João, a Pixar é que foi a responsável" é o que eles devem estar a pensar agora ao lerem isto.

Eu estou a dizer a verdade, foram vocês.

Porquê?

Vamos viajar atrás no tempo até 1995.

Em Novembro, estrearia o filme "Toy Story - Os Rivais", a 1 ª longa metragem da Pixar, nos cinemas americanos, certo?

Como nós sabemos, o filme foi um sucesso estrondoso nas bilheteiras (mais do que "Pocahontas" da Disney, lançado 5 meses antes).

A razão porque o filme foi um sucesso estrondoso nas bilheteiras, foi o facto de ser a 1 ª longa-metragem 100% animada por computador.

Uma técnica de animação que o espectador médio (nós) nunca tínhamos visto num filme de animação, antes.

Se há coisa que o filme "Pom Poko - A Grande Guerra dos Guaxinins" (1994), do Studio Ghibli, me ensinou foi que há certas mudanças na sociedade que são inevitáveis, e a única solução de vida que temos é adaptarmos-nos, mesmo que não faça metade de nós felizes.

E foi o que a Disney fez: adaptou-se, ao saber como o publico estava mais interessado em Animação por Computador do que Animação a Lápis.

Ou seja, vocês, os fás da Animação a Lápis, é que fizeram essa mudança na animação da Disney. E na verdade, vocês estão com remorsos por causa disso. Mas não sabiam.

Oiçam, eu sei que estou a ser muito julgador, mas porque é que os fás de Animação a Lápis que querem ou estão a estudar Animação, não vão trabalhar para a Walt Disney Animation Studios (se tiverem sorte) e digam "Eu tenho uma ideia para um filme e quero que seja feito em animação a lápis"?

É muito melhor do que estarem sempre a queixarem-se "Eu quero que a Disney volte a fazer filmes de animação a lápis".

Lembrem-se que a Mudança está em cada um de nós, e no vosso caso, vocês podem trazer a técnica de animação que vocês são fás.

sábado, 7 de abril de 2018

Como definiam Filmes de Imagem Real com Animação?


Se eu vos perguntasse o que era, para vocês, como respondiam?

Não é uma pergunta tão fácil de responder, ao contrario do que possam imaginar.

Eu vou dar-vos 3 perguntas e dar-vos a minha opinião sobre isso.


1 - Vocês classificaram filmes de imagem real com pessoas de carne e osso a contracenarem com personagens animados em stop motion (ex: “King Kong”, 1933, e “Godzilla”, 1954) e, mais tarde, por computador (ex: “Avatar”, 2009, e os filmes da Marvel) como filmes de imagem real com animação ou filmes de efeitos especiais?

Filmes de efeitos especiais, porque desde que surgiu os efeitos especiais em stop-motion e, mais tarde, em computador, é mais fácil para o espectador aceitar esse tipo de filmes como filmes de efeitos especiais.

Mas porquê?

Os efeitos em stop-motion e em computador são mais vistos como filmes de efeitos especiais por causa do realismo dos efeitos, na altura em que foram lançados.

Tirando “O Livro da Selva” (2016), remake da animação da Disney com o mesmo nome de 1967.

É que não sei se deve ser considerado live-action, porque há uma dúvida que houve nas pessoas (incluindo eu) que viram o filme: O filme do rapaz-lobo é uma versão live-action ou uma nova versão animada?

Porque, tirando Neel Sethi, o ator que interpreta o protagonista Mogli, e alguns humanos que aparecem no filme (sem spoilers), tudo o resto mostrado no filme (os animais, os cenários e o fogo) é feito em computador.

Jon Favreau, o realizador do filme, explicou porque teve que fazer o remake assim:

"A ideia de ir para a selva e filmar isto, parecia que não teria a magia que o filme de 1967 teve. Havia uma qualidade onírica nisso. Havia uma qualidade surreal nisso. Era uma marca d'água para a animação de personagens e para mim é disso que eu me lembro sobre isso, então eu queria ter certeza de que preservaríamos isso ... Mas o que [Alan] Horn (presidente da Walt Disney Motion Pictures) disse foi: “Olha para a tecnologia. Olha para "A Vida de Pi" (2012), "Avatar" (2009). Por que não usar a tecnologia para criar um mundo inteiro que te transporta? Vamos realmente adoptar esta nova tecnologia e ver o que podemos fazer se aumentarmos o seu limite".

Por isso, o remake (e a sua futura sequela em filme) deve ser considerado um filme que mistura imagem real com animação.


2 - Vocês classificariam filmes de animação em que numa ou duas cenas é imagem real (ex: “Balto”, 1995, e “No Tempo dos Dinossauros”, 2013) ou no inverso (ex: “Annie Hall”, 1977, e “Grease”, 1978) como filmes de imagem real com animação ou filmes de imagem real ou de animação?

São apenas filmes de imagem real ou de animação.

Então porque precisam de fazer uma cena com um tipo de arte diferente do outro?

Nos filmes de animação que usam isso, as cenas de imagem real são precisas caso a animação seja uma história focada em personagens não-humanos que é narrada por algum personagem.

E no inverso, a ideia é para criar alguma piada ou cena que resulta melhor em animação.


3 - Vocês classificariam também filmes de animação em que, no 3 º ato da história, aparecem pessoas de carne e osso (ex: “Happy Feet”, 2006, e “O Filme Lego”, 2014), ou mostram vídeos ou fotos com pessoas ou animais em carne e osso (ex: “Lilo e Stitch”, 2002, e “Wall-e”, 2008) como filmes de imagem real com animação ou filmes de animação?

Filmes de animação:

Então porque fizeram assim?

No 1 º caso, ao longo desses filmes, nós só vemos personagens não-humanos e se os humanos estiverem envolvidos no enredo do filme, qual é o sentido de animar personagens humanas no 3 º ato se podem por actores interpretando personagens humanas?

No 2 º caso, a ideia resulta melhor assim, caso seja para mostrar a foto de alguma celebridade que existe (ou existiu mesmo) ou um filme que existe mesmo.

No caso do filme “Wall-e”, a razão porque os vídeos da Buy’n Large e as fotos são em imagem real é diferente das anteriores.

De acordo com Derek Thompson, artista de storyboards do filme, ao introduzir imagem real significava que tinham de fazer o resto do filme o mais realista possível.

E Ralph Eggleston, o designer de produção do filme, adicionou que se os humanos nos vídeos da Bnl e nas fotos fossem animados e levemente caricaturados como no resto do filme, a audiência não teria sido capaz de reconhecer a gravidade da evolução regressiva deles na altura em que o filme se passa.



E esta é a minha opinião sobre estas perguntas.


Então o que deveriam ser considerados filme de imagem real com animação?


Para além de "O Livro da Selva" (2016) e a sua futura sequela (até agora), para mim deve ser:
  • Um filme (tanto longa-metragem como curta-metragem) em que pessoas de carne e osso estão a contracenar com personagens animados em lápis e papel ou em computador cartunesco;
(Ex: “Mary Poppins”, 1964, e “Quem Tramou Roger Rabbit”, 1988);
  • Filmes como "James e O Pêssego Gigante" (1996) e "Uma História de Encantar" (2007).
(É complicado explicar. Vejam vocês os filmes).


Portanto e recapitulando: Como definiam Filmes de Imagem Real com Animação?